2010-11-13

um cristianismo liberto da religião

...Toda a teologia deve ser soteriológica: a teologia  é só uma reflexão sobre a salvação cristã, por mais que possa utilizar palavras abstrusas como consubstancialidade ou subsistência. Pois Deus não se revelou para entretenimento ou curiosidade dos intelectuais, mas para a salvação de todo o género humano.

Toda a boa teologia deve ser antropologia: não redutoramente (só antropologia), mas no sentido de que qualquer teologia que não implique uma dimensão antropológica é um mero "címbalo que retine" na expressão de S. Paulo. Porque Deus não podemos saber o que é, apenas que  revelou o seu amor por nós.


E numa frase de Simone Weil:"não é pela forma como o homem fala de Deus, mas pela forma como fala das coisas terrenas se pode discernir se a sua alma tem permanecido no fogo do amor de Deus".

...É a hora de pensar a presença do cristianismo fora da "Cristandade" (quer dizer: num mundo plural, configurado por estados não confessionais e onde todos os saberes humanos reclamam plena autonomia frente ao pensar teológico).
Presença do cristianismo como mais uma voz que não apela a mais autoridade do que a verdade que proclama e que não pretende impor, condenar nem negar a palavra, apenas e só propor e oferecer a sua.

José Ignacio González Faus, aqui

Sem comentários:

Enviar um comentário