2010-12-01

a SIDA mata, irremedialvelmente!

"porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloquentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicídio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituímos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cómodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência."

Caio Fernando Loureiro de Abreu (Santiago, 12 de Setembro de 1948 - Porto Alegre, 25 de Fevereiro de 1996)

2 comentários:

  1. a vida farta-se de nos dar lições, Maria C....

    beijinho

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  2. pois...nem sempre somos os alunos atentos que deveríamos... e pagamos caro por isso.

    beijinho, Luís

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