2011-01-31

humanamente inaceitável...

Já a notícia que dá origem a esta carta, não tem graça nenhuma.

8 comentários:

  1. Olá, mana

    Que o centro que se pretende como o agente oficioso mor do Deus de Jesus Cristo, consiga esta falta de diálogo e fraternidade, é algo que me torce um bocado as entranhas da fé, para logo depois me pôr a rir; na História e na Criação, permite-se bem pior, e bem menos ridículo de falso poder e autoridade.

    Seja como for, são tristes as histórias relatadas de exclusão e isolamento; mas penso que, por outro lado, se o magistério tem esse poder, é porque lhe foi doado, voluntária ou involuntariamente: se amigos e companheiros de estrada me abandonam, é porque nem todos o seriam, e nesse caso, isolado já eu estaria, só que iludidamente. Talvez muitos deles não passassem de marionetas que me ouviam passivamente, apenas porque eu representasse o magistério, e não pelo que dissesse ou não dissesse, vivesse ou não vivesse; outros talvez fossem carreiristas cujo respeito e submissão tenha tanto que ver com reconhecimento da verdade humana e divina quanto a bovinidade interesseira tem que ver com a justiça e liberdade. Mas nesse caso, como frisam Gaillot e Drewermann, por exemplo – foi um favor que lhes fizeram ;) Nada disto retira gravidade aos dramas vividos, claro: a cada qual a sua biografia e feridas, e modos de com tal lidar.

    A história dos livros retirados e destruídos é um pouco estranha para os nossos tempos ocidentais, mesmo na escola franquista…

    Curiosamente, o Boff diz que Ratzinger, quando Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, era tão acolhedor e dialogal quanto doutrinalmente rígido.

    bjocas

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  2. Um após outro vão sendo cilindrados.
    Beijos

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  3. Olá, mano

    plenamente de acordo com o que escreves.

    E não podemos pôr o ónus só no Ratzinger [enquanto Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé], não é obra de um homem só (nestes casos em Espanha, são alguns bispos com peso na Conferência Episcopal, movimentos mais ortodoxos e com poder que fazem estas movimentações). A forma como o fazem é lamentável.

    beijinhos

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  4. vão, lino, e se isto não nos interpela...

    Beijos

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  5. longe de mim pôr o ónus "só" em quem fôr... nas lutas de comadres a desgarrada costuma ser mútua, dizem uns Ai, o livro que vocemessê escreveu é um horror de heresia e dizem outros Ai credo não é nada LOL

    não deixo no entanto de entrever um sinal de uma certa conflitualidade histórica entre formas sociais, que extravasa bem a Igreja, como mostraram também as recentes eleições comadreiras cá do burgo republicano. é a ressaca da modernidade, e nesse sentido, sim, tem um aspecto dramático bem preocupante.

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  6. Coisas muito interessantes por cá hoje!... Ainda bem!...

    Sim o nosso mundo está a viver uma viragem histórica só comparável à do Século XIV... Felizmente já vai havendo quem se dê conta!...

    ...Mas isto não vai ser fácil... E extravasa muito a IC logicamente... Olhem o Egipto!...

    E depois parece que há uma grande clivagem geracional... Vamos ver o que os próximos tempos nos reservam...

    E quanto aos nossos queridos Teólogos Silenciados... Não vai tardar muito a serem "redescobertos"... Basta que o mundo vire... E bem ou mal vai mesmo virar... É preciso termos calma!...

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  7. Ó P.P. se há mulher calma sou eu...(apareci numa consulta com 195/135 de tensão arterial, já não conseguia andar cem metros sem mentalmente ter de relembrar: mas eu só tenho 51...mas achava tudo normal, juro!)enfim...achas que ponha a mantinha sobre os joelhos, sentadinha no sofá a ver o que isto dá...estou a brincar, com assuntos sérios. Porque estamos a falar de pessoas concretas, a quem são retirados lugares de ensino, livros publicados e retirados das livrarias...etc.

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  8. mano, moço...


    isto não são guerras de comadres: Uns têm poder para dizer: tu não ensinas mais!- ah, mas não ensino porquê? - não interessa! foi-nos comunicado que não podes! - E que fiz eu para que tal me seja ordenado?...? E quem decidiu, baseado em que factos...?

    e uma pessoa que dedicou toda uma vida de entrega, estudo e trabalho...é assim reduzida a uma peça defeituosa na engrenagem, que se descarta sem apelo nem agravo.

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