a m. escreveu isto no azul cobalto: Em dias como hoje, em que duas pessoas que fazem parte da minha vida passam por momentos de séria atribulação devida, em ambos os casos, à prepotência e má-fé de terceiros a quem um direito cego e iníquo confere o poder de lhes jogar as vidas como se fossem dados, gostaria de ter ao meu alcance o alívio da Fé.
Desinquieto-me sempre com o "alívio da Fé". Do Evangelho, vem-nos o reparo "se tivésseis fé do tamanho de um grão de mostarda" (Lc 17,6) e Paulo também nos diz que a (fé) transportamos em vasos de barro (2 Cor 4,7)...o que me sobra é que remamos todos no mesmo barco...e a tormenta toca a todos, não sendo a Fé o tal escudo invisível que nos resguarda de sentimentos de tristeza, frustração e desânimo. Nessas horas, que seja presente um abraço de quem estiver mais disponível e atento. A fé será o impulso que nos fará dizer, gritando ou a sussurrar: sozinho não sou capaz preciso de ajuda.
Um abraço à m.
Um abraço à m.
Obrigada, Maria.
ResponderEliminarSendo agnóstica «à la carte» tenho as minhas crises. Passei a noite de 25 com um rosário nas mãos. Foi-me oferecido, já há alguns anos, por uma das pessoas referidas no post que o terá ido buscar a Fátima expressamente pª mo oferecer apesar de conhecer bem o meu relativo cepticismo. No dia seguinte fotografei-o e coloquei a foto no blog pª poder lembrar-me disso mesmo: a fé pode ser, pª quem não é crente «formal», estar «ao lado de» incondicionalmente.
Um abraço pª si, fez-me bem em tempos de angústia.
caríssima m.
ResponderEliminara minha grande surpresa por saber que passou por aqui. Deixei o abraço, creio que, no mesmo sentimento que a levou a passar uma noite tendo nas mãos um objecto de elevado valor simbólico (um gesto de amor nunca é inconsequente).
Retiremos o "formal" (do qual sei cada vez menos) da fé e fiquemos com o essencial que singularmente aqui exprimiu:"a fé poder ser (eu creio que é)estar «ao lado de» incondicionalmente".
No mesmo abraço, que o alívio para si e para quem lhe é próximo, não demore.