É curioso como a crise actual leva algumas pessoas extremamente extrovertidas a pelo menos entrever as vantagens da contemplação. O texto é interessante e vem a propósito. Lamento que o JM apenas retenha da atitude contemplativa os seus lados mais puros e não esqueça nenhum dos malefícios de que em age, que por isso mesmo está muito mais atreito a ver os seus erros ampliados. Quantas vezes a atitude contemplativa não é uma fuga? Nesses casos não é a VERDADEIRA atitude contemplativa? Esse tipo de artifícios não nos levam a lado nenhum.
Será mesmo necessário ir para um mosteiro para contemplar? ou professar uma religião?
Acredito piamente que se possa influenciar o mundo vivendo toda a vida na solidão de um convento, mas aquela que me parece ser o cerne da atitude contemplativa é também o cerne da atitude activa: é viver as contradições do mundo dentro de nós, sofrê-las e esperar que elas dêem à luz algo novo.
postei sobre o texto do JM porque o acho pertinente para qualquer pessoa que se questiona.
O texto foi escrito (é o que me parece) para a revista "Lumen" uma publicação religiosa católica. Faz sentido o contexto que o autor dá ao q escreve. Mas qualquer pessoa pode extrapolar o que lê para o agir humano.
Não dou ao texto o sentido que pareces dar-lhe (meu Deus, nascemos para discordar)o que vejo nele, é que o nosso agir não deve estar dissociado da contemplação. Seja em que circunstância for. E não, necessariamente, no sentido religioso.
Por isso usei a metáfora da moeda: tem duas faces que não se opõem. Ambas fazem parte do mesmo objecto.
Bom, mas não podia estar mais de acordo com o teu último parágrafo...vá lá! ;)
É curioso como a crise actual leva algumas pessoas extremamente extrovertidas a pelo menos entrever as vantagens da contemplação. O texto é interessante e vem a propósito.
ResponderEliminarLamento que o JM apenas retenha da atitude contemplativa os seus lados mais puros e não esqueça nenhum dos malefícios de que em age, que por isso mesmo está muito mais atreito a ver os seus erros ampliados. Quantas vezes a atitude contemplativa não é uma fuga? Nesses casos não é a VERDADEIRA atitude contemplativa?
Esse tipo de artifícios não nos levam a lado nenhum.
Será mesmo necessário ir para um mosteiro para contemplar? ou professar uma religião?
Acredito piamente que se possa influenciar o mundo vivendo toda a vida na solidão de um convento, mas aquela que me parece ser o cerne da atitude contemplativa é também o cerne da atitude activa: é viver as contradições do mundo dentro de nós, sofrê-las e esperar que elas dêem à luz algo novo.
O.,
ResponderEliminarpostei sobre o texto do JM porque o acho pertinente para qualquer pessoa que se questiona.
O texto foi escrito (é o que me parece) para a revista "Lumen" uma publicação religiosa católica. Faz sentido o contexto que o autor dá ao q escreve. Mas qualquer pessoa pode extrapolar o que lê para o agir humano.
Não dou ao texto o sentido que pareces dar-lhe (meu Deus, nascemos para discordar)o que vejo nele, é que o nosso agir não deve estar dissociado da contemplação. Seja em que circunstância for.
E não, necessariamente, no sentido religioso.
Por isso usei a metáfora da moeda: tem duas faces que não se opõem. Ambas fazem parte do mesmo objecto.
Bom, mas não podia estar mais de acordo com o teu último parágrafo...vá lá! ;)