2011-04-21

contemplação versus acção - as duas faces da mesma moeda

Há cada vez mais pessoas que não estão satisfeitas com o mundo em que vivemos. Raras são, porém, aquelas que fazem alguma coisa para o transformar.

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2 comentários:

  1. É curioso como a crise actual leva algumas pessoas extremamente extrovertidas a pelo menos entrever as vantagens da contemplação. O texto é interessante e vem a propósito.
    Lamento que o JM apenas retenha da atitude contemplativa os seus lados mais puros e não esqueça nenhum dos malefícios de que em age, que por isso mesmo está muito mais atreito a ver os seus erros ampliados. Quantas vezes a atitude contemplativa não é uma fuga? Nesses casos não é a VERDADEIRA atitude contemplativa?
    Esse tipo de artifícios não nos levam a lado nenhum.

    Será mesmo necessário ir para um mosteiro para contemplar? ou professar uma religião?

    Acredito piamente que se possa influenciar o mundo vivendo toda a vida na solidão de um convento, mas aquela que me parece ser o cerne da atitude contemplativa é também o cerne da atitude activa: é viver as contradições do mundo dentro de nós, sofrê-las e esperar que elas dêem à luz algo novo.

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  2. O.,


    postei sobre o texto do JM porque o acho pertinente para qualquer pessoa que se questiona.

    O texto foi escrito (é o que me parece) para a revista "Lumen" uma publicação religiosa católica. Faz sentido o contexto que o autor dá ao q escreve. Mas qualquer pessoa pode extrapolar o que lê para o agir humano.

    Não dou ao texto o sentido que pareces dar-lhe (meu Deus, nascemos para discordar)o que vejo nele, é que o nosso agir não deve estar dissociado da contemplação. Seja em que circunstância for.
    E não, necessariamente, no sentido religioso.

    Por isso usei a metáfora da moeda: tem duas faces que não se opõem. Ambas fazem parte do mesmo objecto.

    Bom, mas não podia estar mais de acordo com o teu último parágrafo...vá lá! ;)

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