Há assim uns guiões à superfície. Se ouvirmos o coração, diz-nos para comprar o par de sapatos, o cd, o automóvel. Há muito ruído cá dentro. Por baixo está o vazio? Não há mesmo um guião? É simples dizer que não e cabe a quem disser que há o ónus da prova. Não valerá a pena procurá-lo? Eu acredito que vale. O meu guião é só meu. Está em construção. Não posso provar o que quer que seja sobre ele. É frágil. Não posso garantir que partes dele não pecisem de ser revistas. Nem sequer o conheço tão bem quanto gostaria. Tu às vezes dásoutro nome a estas coisas… Só por curiosidade: o que tem a dizer sobre isto a religião cristã?
e se ao contrário do que diz o poema "no te riendas" descobres em ti e/ou em alguém que te é próximo uma ferida que o tempo é incapaz de apagar, como fica o teu guião?
Talvez precise de uns remendos. Também é possível que, se eu já me tiver dado ao trabalho de o descobrir, me ajude a encontrar o caminho para lidar com a tal ferida, seja possível ou não apagá-la.
Quem crê no Cristo vivo (ressuscitado) diz, entre outras coisas, isto: http://www.feadulta.com/Ev-EML_110-A_17_2P.htm
Sei que é uma linguagem que entendes.
O sentido do que escrevi é de que o guião que nos serve não se encontra nem na dimensão do conhecimento (mental) nem das emoções e sentimentos (sensorial). Intuo que é numa "base" mais profunda.
Intuo...porque experimentar é bem mais complicado. Por isso é preciso o desapego.
Também intuo que, no tal "lugar" mais profundo, o meu guião pessoal não faz sentido nenhum. Pode até ser um empecilho para lá chegar.
O último guião que nos foi imposto pela nossa pesquisa interior pode revelar-nos um outro mais profundo. Ou uma interpretação mais profunda.
De que servem estas reflexões? Eu diria que servem essencialmente para nos lavar de conclusões anteriores, que turvam a nossa visão do mundo. Por mais que o evitemos, não somos capazes de viver sem produzir estes dejectos intelectuais. Há que limitar os seus malefícios...
Ok.
ResponderEliminarSó não percebo o que é que isso tem a ver com o desapego.
(sou mesmo chato :) )
até a mim próprio me chateio...
ResponderEliminarsim.
ResponderEliminarmesmo quando trocamos os passos. :)
beijinho Maria C.
não temos guião, mas não é que passamos o tempo a procurá-lo? Em vez de nos "soltarmos".
ResponderEliminarQueremos evitar os "passos trocados", as inevitáveis quedas, o vazio, o deserto.
Desapego é uma expressão de amor. O amor cristão faz-se desapego. Faço-me entender?
Beijinho, luís. Pior que trocarmos os passos é deixarmos que o medo nos paralise. E tem tantas formas de o fazer.
ResponderEliminarBom, bom é rumar ao mar alto (sabendo de uma linda na praia) ;)
Há assim uns guiões à superfície. Se ouvirmos o coração, diz-nos para comprar o par de sapatos, o cd, o automóvel. Há muito ruído cá dentro. Por baixo está o vazio?
ResponderEliminarNão há mesmo um guião? É simples dizer que não e cabe a quem disser que há o ónus da prova. Não valerá a pena procurá-lo? Eu acredito que vale. O meu guião é só meu. Está em construção. Não posso provar o que quer que seja sobre ele. É frágil. Não posso garantir que partes dele não pecisem de ser revistas. Nem sequer o conheço tão bem quanto gostaria. Tu às vezes dásoutro nome a estas coisas…
Só por curiosidade: o que tem a dizer sobre isto a religião cristã?
O.
ResponderEliminarescrevi uma longa resposta q o blogger fez o favor de enviar para os anjinhos...deve ser um sinal para eu ponderar mais um bocadinho sobre a mesma. ;)
mas posso fazer-te uma pergunta:
ResponderEliminare se ao contrário do que diz o poema "no te riendas" descobres em ti e/ou em alguém que te é próximo uma ferida que o tempo é incapaz de apagar, como fica o teu guião?
Talvez precise de uns remendos.
ResponderEliminarTambém é possível que, se eu já me tiver dado ao trabalho de o descobrir, me ajude a encontrar o caminho para lidar com a tal ferida, seja possível ou não apagá-la.
Ok. :)
ResponderEliminarQuem crê no Cristo vivo (ressuscitado) diz, entre outras coisas, isto: http://www.feadulta.com/Ev-EML_110-A_17_2P.htm
Sei que é uma linguagem que entendes.
O sentido do que escrevi é de que o guião que nos serve não se encontra nem na dimensão do conhecimento (mental) nem das emoções e sentimentos (sensorial). Intuo que é numa "base" mais profunda.
Intuo...porque experimentar é bem mais complicado. Por isso é preciso o desapego.
Também intuo que, no tal "lugar" mais profundo, o meu guião pessoal não faz sentido nenhum. Pode até ser um empecilho para lá chegar.
muito confuso? :)
Não, nem por isso.
ResponderEliminarAcho que faz sentido.
O último guião que nos foi imposto pela nossa pesquisa interior pode revelar-nos um outro mais profundo.
Ou uma interpretação mais profunda.
De que servem estas reflexões?
Eu diria que servem essencialmente para nos lavar de conclusões anteriores, que turvam a nossa visão do mundo.
Por mais que o evitemos, não somos capazes de viver sem produzir estes dejectos intelectuais.
Há que limitar os seus malefícios...
sim... eu todas as semanas leio (e medito) nas reflexões do autor para o qual coloquei o link.
ResponderEliminarEntendo a exagerada importância que damos ao nosso ego. Como vivemos em função dele. A sua supressão também não se recomenda. Precisamos dele.
Mas vai-me sempre surgindo uma "vozinha" (quem será ela?) que diz:"atingido o eu profundo...não estás na vida a fazer nada. É a Paz e comunhão total".
E penso no poeta Daniel Faria que morreu aos 28 anos pleno de Deus, Teresa de Lisieux aos 24.
E aqui vou agarradinha ao cais aos 52. :) Que é isso do mar alto? ;)
Compreendo o que dizes. E concordo.