2011-04-26

desapego

Afortunadamente não dispomos de qualquer guião para a vida. A cada passo dado realiza-se a vida.

12 comentários:

  1. Ok.
    Só não percebo o que é que isso tem a ver com o desapego.
    (sou mesmo chato :) )

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  2. até a mim próprio me chateio...

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  3. sim.

    mesmo quando trocamos os passos. :)

    beijinho Maria C.

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  4. não temos guião, mas não é que passamos o tempo a procurá-lo? Em vez de nos "soltarmos".

    Queremos evitar os "passos trocados", as inevitáveis quedas, o vazio, o deserto.

    Desapego é uma expressão de amor. O amor cristão faz-se desapego. Faço-me entender?

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  5. Beijinho, luís. Pior que trocarmos os passos é deixarmos que o medo nos paralise. E tem tantas formas de o fazer.

    Bom, bom é rumar ao mar alto (sabendo de uma linda na praia) ;)

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  6. Há assim uns guiões à superfície. Se ouvirmos o coração, diz-nos para comprar o par de sapatos, o cd, o automóvel. Há muito ruído cá dentro. Por baixo está o vazio?
    Não há mesmo um guião? É simples dizer que não e cabe a quem disser que há o ónus da prova. Não valerá a pena procurá-lo? Eu acredito que vale. O meu guião é só meu. Está em construção. Não posso provar o que quer que seja sobre ele. É frágil. Não posso garantir que partes dele não pecisem de ser revistas. Nem sequer o conheço tão bem quanto gostaria. Tu às vezes dásoutro nome a estas coisas…
    Só por curiosidade: o que tem a dizer sobre isto a religião cristã?

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  7. O.

    escrevi uma longa resposta q o blogger fez o favor de enviar para os anjinhos...deve ser um sinal para eu ponderar mais um bocadinho sobre a mesma. ;)

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  8. mas posso fazer-te uma pergunta:

    e se ao contrário do que diz o poema "no te riendas" descobres em ti e/ou em alguém que te é próximo uma ferida que o tempo é incapaz de apagar, como fica o teu guião?

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  9. Talvez precise de uns remendos.
    Também é possível que, se eu já me tiver dado ao trabalho de o descobrir, me ajude a encontrar o caminho para lidar com a tal ferida, seja possível ou não apagá-la.

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  10. Ok. :)


    Quem crê no Cristo vivo (ressuscitado) diz, entre outras coisas, isto: http://www.feadulta.com/Ev-EML_110-A_17_2P.htm

    Sei que é uma linguagem que entendes.

    O sentido do que escrevi é de que o guião que nos serve não se encontra nem na dimensão do conhecimento (mental) nem das emoções e sentimentos (sensorial). Intuo que é numa "base" mais profunda.

    Intuo...porque experimentar é bem mais complicado. Por isso é preciso o desapego.

    Também intuo que, no tal "lugar" mais profundo, o meu guião pessoal não faz sentido nenhum. Pode até ser um empecilho para lá chegar.

    muito confuso? :)

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  11. Não, nem por isso.
    Acho que faz sentido.

    O último guião que nos foi imposto pela nossa pesquisa interior pode revelar-nos um outro mais profundo.
    Ou uma interpretação mais profunda.

    De que servem estas reflexões?
    Eu diria que servem essencialmente para nos lavar de conclusões anteriores, que turvam a nossa visão do mundo.
    Por mais que o evitemos, não somos capazes de viver sem produzir estes dejectos intelectuais.
    Há que limitar os seus malefícios...

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  12. sim... eu todas as semanas leio (e medito) nas reflexões do autor para o qual coloquei o link.

    Entendo a exagerada importância que damos ao nosso ego. Como vivemos em função dele. A sua supressão também não se recomenda. Precisamos dele.

    Mas vai-me sempre surgindo uma "vozinha" (quem será ela?) que diz:"atingido o eu profundo...não estás na vida a fazer nada. É a Paz e comunhão total".

    E penso no poeta Daniel Faria que morreu aos 28 anos pleno de Deus, Teresa de Lisieux aos 24.


    E aqui vou agarradinha ao cais aos 52. :) Que é isso do mar alto? ;)

    Compreendo o que dizes. E concordo.

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