No regresso a casa ouço, com espanto, uns sons tirados sem ritmo e com sentido esforço de um instrumento de sopro. Reflicto um momento e entendo de onde vêm: O senhor João (octogenário) era um exímio tocador de trompete. Chego a casa e leio:
Para existir é preciso assimilar a diversidade do paradigma universal que é feito de um tecido de ritmos. Cada elemento traz a assinatura de uma apetência essencial que consiste em resistir ao não-ser. Mas tudo quer ser tudo: por isso a flor incita o insecto e o insecto a flor tentando não desaparecer enquanto o grande jardineiro controla com desvelo a violência da entrega.
(ana hatherly - 463 tisanas)
"Era uma vez uma camarinha que queria ser cabeça de fósforo. Para quê perguntou uma grainha de uva." (Tisana 65)
ResponderEliminarbjoca :)
"Era uma vez um caramujo que vivia feliz em cima duma panela de água a ferver. Quando apagavam o lume passava a sofrer de insónias."
ResponderEliminar(Tisana 163)
Beijos :)