2011-05-01

1º de Maio e o sentido de ser cristão

O cristão, membro do Corpo de Cristo, não pode considerar-se, portanto, um ser isolado que se baste a si mesmo, pois participa do bem ou do mal-estar do conjunto:"se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele ou se um membro recebe glória, todos os membros se regozijam com ele" (1Cor 12,26).

A unidade dos homens em Cristo supõe o amor de uns para com os outros como condição indispensável para a vida e saúde do conjunto. E assim se compreende que Jesus, vindo revelar aos homens a misericórdia do Senhor que se dignou fazê-los participantes da mesma natureza divina, não podia deixar de impor-lhes o mandamento novo do amor,. "Amai-vos uns aos outros, disse Jesus na Última Ceia, e que assim como Eu vos amei, vos ameis também uns aos outros".

O amor dos cristãos não é, porém, sentimento, nem pode ser vago desejo de bem-estar alheio. É vida, é doação, é sacrifício.

Por definição, o cristão tem, portanto, deveres para com todos os seus irmãos, para com todos os homens, deveres que dimanam directamente do conceito da vida de Cristo em nós.

Abel Varzim "Entre o ideal e o possível"

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