2011-06-18

restabelecer o centro

Não faz mais sentido a questão crer ou não crer em Deus. Mas antes: em que Deus cremos?

6 comentários:

  1. Hummm...
    Maria, então achas que existem vários ... candidatos. Quais são os outros?
    [Para lá do Deus em que tu acreditas, claro.]

    O Deuses dos Judeus, dos Cristãos e dos Muçulmanos são todos o mesmo?

    E se eu acreditar em vários?
    Aí escapo ao aforismo?
    Deveríamos substitui-lo por:
    Não faz mais sentido a questão crer ou não crer em Deus. Mas antes: em que Deus ou Deuses cremos?

    Já agora: quando se diz "eu creio em Deus" ou "Deus existe" convem referir de que Deus estou a falar.
    Não te parece. Maria?

    Mas se há vários um é verdadeiro e os outros são falsos?
    Então porque chamar-lhes "Deuses"?

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  2. O.


    o aforismo joga com a imagem do Lyon de Castro e o título da série em exposição no museu do Chiado "o fardo das imagens".

    Quando falamos de Deus ou nos questionamos interiormente ou...verificamos que o que se nos impõe são as múltiplas imagens que construímos (quer individualmente quer como grupo(s)) sobre ele.

    Exemplo disso é: "Deus dos Judeus, dos Cristãos e dos Muçulmanos".

    No meu post de hoje escolhi uma proposta de abordarmos a questão Deus: A iniciativa não é nossa é de Deus. [e assim se purificam as imagens projecções que fazemos de Deus].

    Do blog do Jorge Pires Ferreira trouxe estas palavras [em inglês ;)mas entendíveis pela sua simplicidade]:

    Where is my light?
    My light is in me.

    Where is my hope?
    My hope is in me.

    Where is my strength?
    My strength is in me.

    My strength is in me... and in you.

    E acrescento (fundamentada no Deus Bíblico, do Corão, de Buda...)"e nos transcende".

    A fé, tal como a vida, é dinâmica. É caminho é desafio...

    Eu falo (e creio) no Deus revelado por Jesus Cristo. Que não me impele a escolher entre o Deus verdadeiro ou os Deuses falsos. Mas entre as imagens falsas e verdadeiras de Deus.

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  3. Pois, pois, agora juntas umas coisas que fazem sentido. Mas voltemos ao aforismo.

    Não faz sentido crer ou não crer em Deus.

    Mas antes: em que Deus cremos.

    Hoje seja: pobres ateus, nem sabem que não são ateus, nem conhecem o Deus em que creem.

    Coitadinhos...

    Depois, parece que se pode crer em vários, mas acontece um milagre (m milagre, logo uma prova da existencia de Deus!) todos esses deuses acabam por ser o mesmo.

    Maria, quem acredita mesmo nalguma coisa não precisa destes jogos de palavras. Tu não precisas.

    Soam bem, by the way...

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  4. eheheh,

    estou a ler o teu comentário e a visualizar uma cena com o Gabriel há duas semanas atrás. Não te ofendas com a comparação porque das coisas mais gratificantes da minha condição de avó é constatar da qualidade, do empenho, do esforço necessário para ir criando relação com um ser que se está a abrir à vida.

    Já senti isto como mãe, mas ser avó é diferente...

    Eu não tenho nenhuns sentimentos de condescendência para com os ateus. Eles não precisam e seria um acto de extrema arrogância da minha parte.

    Eu não me apoio em milagres para "provar" a existência de Deus. Pelo menos aqueles que a Igreja Católica ainda teima em anunciar para "provar" a santidade de alguém.

    O milagre que me convoca para a existência de Deus é o Amor. E esse experiencio de formas discretas, surpreendentes, esforçadas.

    O deus que todos colocamos no altar (crentes e ateus) é o nosso "eu" sublimado, egoico, manipulador, fechado...atribuimos-lhe depois muitas imagens e nomes. E "jogos de palavras", como dizes.

    Não dialogues comigo apenas com as imagens que tens de mim. "Escuta" a pessoa que sou (vou sendo). E aí não dirás (penso) "tu não precisas...".

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  5. Tu não tens sentimentos de condescendência para com os ateus, mas as tuas palavras implicam isso:

    Se "Não faz mais sentido a questão crer ou não crer em Deus", não faz sentido não crer em Deus, os ateus andam a iludir-se.

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  6. pelo contrário: a minha questão é com as imagens que todos temos de Deus. Crentes ou não. Quando enuncias que não acreditas, quais são as referências para a tua afirmação?

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