2011-07-03

Onde está o meu Deus

«Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos" (Mt 11,28) 

A forma que as religiões têm encontrado para se impor, é contrapondo a finitude, a perplexidade, a fragilidade do viver humano,  ao  poder divino. Para ser mais específica: Opondo Natureza e Graça.
Para o homem ser digno aos olhos de Deus, não lhe chega ser homem: tem de ser santo.
São secundárias as relações humanas, os instantes de gozo, as circunstâncias comezinhas da vida, porque tudo isso é nada frente ao poder de Deus.
Mas este discurso da maioria das religiões, e, sobretudo, do cristianismo, colide com o testemunho de vida de Jesus Cristo. E resume-se o mesmo a que Deus não é alheio, indiferente, distante da natureza humana, de cada homem. 
As lutas que cada pessoa, individualmente e socialmente, trava, não são entre a natureza humana e o poder divino. São consequência daquilo que somos: finitos. Mas se esta finitude nos impede de viver de forma plena, não quer dizer que nos estejam vedados instantes de redentora eternidade. O caminho é combater os discursos formatados, venham de onde vierem. Centrar a nossa vida no instante presente. Descobrir quem somos...e viver de coração aberto. Rasgado, mesmo!
 

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