2011-08-02

la luna

                         A María Kodama

Hay tanta soledad en ese oro.
La luna de las noches no es la luna
que vio el primer Adán. Los largos siglos
de la vigilia humana la han colmado
de antiguo llanto. Mírala. Es tu espejo.


Jorge Luis Borges - Poesía completa

2 comentários:

  1. la luna é sempre um mistério, mesmo depois de pisada por nós.

    beijinho Maria C.

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  2. :)


    (também as lágrimas e os sorrisos...)

    é verdade. pisámos a lua. mas não a possuímos. e esmaga-nos se a mirarmos com o olhar de Borges.

    Beijinho, Luís.

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