2011-12-16

na relação

Quando, seguindo o nosso caminho, encontramos um homem que, seguindo o seu caminho, vem ao nosso encontro, temos conhecimento somente da nossa parte do caminho, e não da sua, pois esta vivenciamos somente no encontro.
Do evento perfeito da relação conhecemos, por tê-la vivido, a nossa saída e a nossa parte do caminho. A outra acontece-nos, e nós não a conhecemos.
Ela só acontece no encontro. É, na verdade,  uma presunção da nossa parte, falar sobre ela como se fosse de algo além do encontro.
O que nos deve ocupar, aquilo pelo que nos devemos interessar, não é a outra parte, mas a nossa; não é a graça mas a vontade. A graça diz-nos respeito, na medida em que avançamos para ela e aguarda-nos a sua presença.; ela não é o nosso objecto.

Martin Buber - "Eu e Tu"




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