2012-02-05

Retalhos da vida de uma mulher a viver na província

Tenho a grande sorte - no meio desse mundo conturbado por diferentes crises - de viver e trabalhar, num discreto retiro campestre onde me sinto protegida e a gozar de alguma paz. Mas, há sempre um "mas", por aqui ainda persistem alguns complexos machistas e, de vez em quando, sou confrontada com eles.
O último confronto aconteceu na passada quinta-feira. Num almoço no âmbito do trabalho, acabei sentada ao lado de um homem que debaixo daquela sensação, que a idade torna cada vez mais frequente -"conheço esta cara mas não me lembro de onde" - encontrou esta "bela" forma de estabelecer alguma proximidade:"Não é casada com fulano de tal?" e sem me deixar oportunidade de responder, reforçou:"O seu marido não é...?"
A minha resposta evidenciou o incómodo e a inoportunidade das perguntas. Nem eu era a "mulher de" nem "o marido era...".
Para equilibrar isto, e não ficar por aqui um retardado escrito feminista, concluo com o pensamento que tive a seguir (salvaguardando as devidas excepções): culpa tiveram as mulheres que se contentaram com tão pouco.

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