2012-03-07

é na liberdade que somos

As mulheres que ousaram desconstruírem os esquemas impostos pelo machismo vigente em todos os momentos da História, são muitas e a Bíblia está cheia delas. Delas emerge uma ousada «descrença» que impõe uma ruptura de um certo paradigma do mundo em muitos lugares e de muitos modos. Nada disto revela uma destruição do que quer seja, mas uma interessante interpretação, uma visão do mundo e quiçá de Deus e de todas coisas que a Ele diz respeito.
Neste sentido, que dizem as mulheres de si mesmas? Que pensam e dizem de Deus? Como dizem Deus? Que importância têm os «lugares» que ocupam na sociedade, na família e na Igreja? – O mais importante é que digam de si e com isso acrescentem mais humanidade à Humanidade. 

aqui

É consolador ler este texto do padre José Luís Rodrigues. As questões que coloca estão presentes na minha vida há muito tempo. Fui respondendo às mesmas de diferentes modos. Nos últimos tempos - e em relação à Igreja - a resposta acabou numa atitude de ruptura. Não é possível crescer num espaço onde não somos aceites como somos.
A ruptura não aconteceu por ser mulher. Mas por não aceitar pertencer a um grupo onde a subserviência - e não a liberdade - é condição para se ser aceite. Não procuro uma Igreja à minha medida, mas não estou mais disposta a hipotecar a liberdade interior. Até porque  a Igreja não precisa de mim nessas condições.

É óbvio que estou a referir-me à estrutura Igreja Católica. A pertença a algum grupo etc. Porque continuo a sentir-me Igreja.

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