2012-04-10

o fim de um blogue

Li há dias o comentário de que as denominadas redes sociais são a democratização da ignorância. Não vou tão longe. Da minha experiência, como utilizadora, digo que nelas - tal como na vida - encontramos o melhor e o pior do ser humano. Só que este meio permite um confronto inconsequente (porque não há proximidade física) que, da troca de ideias, facilmente se expande para as ofensas e ataques pessoais.

Todos padecemos de alguns medos. Um deles - e que nos inquieta sem que a maior parte das vezes, disso demos conta - é a possibilidade de que a proximidade do outro influencie a nossa vida. O outro é necessariamente diferente. E isso é doloroso de admitir.

Estas ideias surgem na sequência da decisão do teólogo José Maria Castillo encerrar o blogue "Teologia sin Censura". Compreendo o enfado de quem se vê insultado (sempre a coberto do anonimato. Enfim, por aqui somos quase todos anónimos, sendo que uns são mais do que outros), mas lamento a decisão.

O diálogo é sempre um desafio onde se correm diferentes riscos. Um deles é a incompreensão. Cabe a cada um avaliá-los e agir em conformidade. Pelo José Maria, continuo a sentir o maior respeito.


5 comentários:

  1. não há bela sem senão...

    beijinhos Maria C.

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  2. parece que não. :)

    beijinhos, Luís

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  3. Podia, talvez devesse mesmo, ter introduzido a moderação dos comentários, despachando para o lixo os insultos.
    Beijos

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  4. Uma decisão em que todos saem a perder.

    Porquê não moderar os comentários: o que é destrutivo é lixo e deita-se fora

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  5. pois podia. mas também compreendo que quem cria um espaço aberto ao diálogo e o veja cada vez mais invadido por ofensas e ataques pessoais pondere cortar pela raiz a possibilidade de o fazerem.

    Eu também sou totalmente avessa a ter moderação de comentários. Enfim, coisa minha.

    Beijos, Lino

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