2012-05-10

escrever como quem entra na noite



A aurora aqui é cinzenta, diz-lhe ela ainda. Nem sempre foi assim. Não sabemos quem acusar.
Durante a noite, o gado lança grandes gemidos, longos e aflautados para rematar. Temos compaixão, mas que havemos de fazer?
Rodeia-nos o cheiro dos eucaliptos: é uma bênção, serenidade, mas não pode proteger tudo, ou acaso acha que podia realmente proteger tudo?

Henri Michaux - "Escrevo-lhe de um país distante"
Antologia



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