2012-05-02

incitação


O amor não salva, nunca salva, mas alguém tem uma ideia melhor?

Rui Zink, in "O Amante é Sempre o Último a Saber"

7 comentários:

  1. Boa tarde. Apanhou-me: em relação às ordenações anglicanas, por ter vivido mais de 10 anos em Inglaterra, devo saber, de facto, um pouco mais do que a Maria.

    Mas antes de retomar, ou não, o nosso diálogo, deixe-me ver se bem a percebi. Quando diz que «o Jesus de Nazaré narrado nos evangelhos (...) é o homem em sintonia plena (tanto quanto um homem o pode ser), com Deus. A missão temporal de Jesus, foi muito concreta: a cura e a libertação de toda e qualquer opressão» está a negar:

    i) a sua real divindade (mesmo que em estado de esvaziamento voluntário que, porém, não diminui a sua divindade, antes eleva a nossa humanidade à sua plena realização)?
    ii) que essa mesma missão comportou a salvação real da humanidade da sua limitação espiritual?

    faço esta pergunta (e um sim/não breve bastará para não nos estarmos a desviar emd emasia) pois, mesmo sabendo que sendo a Maria próxima do movimento "Nós Somos Igreja" (espero que isso, ao eu não fazer parte do mesmo, não me exclua desta), se negar um daqueles dois aspectos não sei se preciso de saber o que alguém que não é cristã pensa sobre o sacerdócio feminino na Igreja Católica pois isso em nada me ajudará a perceber quais as razões que poderão haver para defender tal prática.

    e já agora (e a isto não precisa de responder): não acha que o Jesus dos Evangelhos já é um Jesus eclesial? os Evangelhos não são já fruto da vida da Igreja?

    Fernando d'Costa

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  2. Fernando, dialogar consigo é um desafio...para a minha paciência.

    i e ii)Não estou a negar nada.

    Não sei de onde tirou a ideia de que sou próxima do Movimento "Nós somos Igreja". Ah, ok. O blog do movimento está nos meus links, a que dei o título de "próximos"...Não significa a interpretação que lhe está a dar.

    É demasiado rápido a tirar algumas conclusões. De eu tivesse respondido "sim" às anteriores questões, era o suficiente para me classificar de não cristã?

    Com que fundamentos, pergunto?

    O Jesus dos evangelhos,sim, é já um Jesus reflectido da experiência eclesial das primeiras comunidades.
    Por isso continua a ser pertinente a abordagem histórica-crítica.

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  3. Bom dia. Grato pela sua resposta.

    Sim, creio que ninguém se pode dizer "cristão" apenas por o querer ser. O Jesus evangélico, mesmo com a aplicação dos métodos que refere, é inequivocamente Deus e Salvador da humanidade mediante a salvação desta das suas limitações espirituais. O texto evangélico é polissémico, mas mesmo com essa polissemia apresenta dados inequívocos. Dois deles são os que referi.

    Mas deixemos estas questões para, eventualmente, depois. Assim que puder regressarei às respostas que me deu num outro post. Creio que já podemos avançar um pouco.

    Fernando d'Costa

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  4. Fernando,

    claramente, usamos linguagens diferentes. Veremos se é só isso.

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  5. Fernando,

    claramente, usamos linguagens diferentes. Veremos se é só isso.

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