2012-06-16

bom fim de semana

esta manhã, jasmim à janela

6 comentários:

  1. Maria, bom dia!
    Falas de jasmim à janela, lembrei-me de um poeminha a falar desta flor... Jasmim é uma beleza de raro perfume, fica bem num poeminha de amar.
    Maravilhoso fim de semana para ti!
    Um beijo, Maria.

    ******

    AMOR […metamorfose]!


    Dispo o meu sonhar,
    De noite à luz da lua,
    No brilho vejo-te nua,
    Lascivo o meu olhar…

    Quero-te abraçar,
    Beber-te de beijos,
    Orgia de desejos,
    A posse de te amar…

    És uma flor, jasmim,
    Te desfolhas para mim,
    E desnudas à noitinha.

    Mas voltas a ser flor,
    Metamorfose, amor,
    De dia, negas ser minha.


    (CM)

    ResponderEliminar
  2. Viva, CM!

    grata, respondo com um poema da Ana Hatherly:

    Príncipe

    Príncipe:
    Era de noite quando eu bati à tua porta
    e na escuridão da tua casa tu vieste abrir
    e não me conheceste.
    Era de noite
    são mil e umas
    as noites em que bato à tua porta
    e tu vens abrir
    e não me reconheces
    porque eu jamais bato à tua porta.
    Contudo
    quando eu batia à tua porta
    e tu vieste abrir
    os teus olhos de repente
    viram-me
    pela primeira vez
    como sempre de cada vez é a primeira
    a derradeira
    instância do momento de eu surgir
    e tu veres-me.
    Era de noite quando eu bati à tua porta
    e tu vieste abrir
    e viste-me
    como um náufrago sussurrando qualquer coisa
    que ninguém compreendeu.
    Mas era de noite
    e por isso
    tu soubeste que era eu
    e vieste abrir-te
    na escuridão da tua casa.
    Ah era de noite
    e de súbito tudo era apenas
    lábios pálpebras intumescências
    cobrindo o corpo de flutuantes volteios
    de palpitações trémulas adejando pelo rosto.
    Beijava os teus olhos por dentro
    beijava os teus olhos pensados
    beijava-te pensando
    e estendia a mão sobre o meu pensamento
    corria para ti
    minha praia jamais alcançada
    impossibilidade desejada
    de apenas poder pensar-te.

    São mil e umas
    as noites em que não bato à tua porta
    e vens abrir-me

    in «Um calculador de Improbabilidades»

    ResponderEliminar
  3. Maria, uma maravilha este poema da Ana, quantas vezes eu abro a porta, na noite, apenas ver as sombras, onde a paixão anda perdida...
    Sábado muito belo, apaixonado, para ti!
    Beijo o beijo que a tua boca, Maria, me deu e tu esqueceste.

    (CM)

    ResponderEliminar
  4. Maria, desculpa faltou a palavra 'para' antes da palavras 'apenas', só assim a frase tem sentido!
    Bem, isto foi apenas uma desculpa para te dar mais um beijo e desejar-te um fantástico fim de semana.

    ResponderEliminar
  5. Obrigada, Lino.

    Já terminaste as férias?

    Beijos

    ResponderEliminar