2012-06-04

delírios



O homem tem dois tipos de delírio. Um evidentemente é muito visível, é o da incoerência absoluta, das onomatopeias, das palavras pronunciadas ao acaso. O outro é muito menos visível, é o delírio da coerência absoluta. Contra este segundo delírio, o refúgio está na racionalidade autocrítica e no recurso à expe-riência. (Egar Morin-Introdução ao Pensamento Complexo)


E do homem passamos às instituições. O delírio da Igreja Católica em relação à vida sexual das pessoas, é o absolutizar de uma pretensa coerência que não faz sentido para o homem de qualquer tempo. E muito menos para estes tempos que são os nossos. Continuar a emitir juízos condenatórios sobre a masturbação, a homossexualidade ou novas relações após um divórcio, é um perfeito delírio.

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