(...)No final do Encontro Mundial das Famílias em Milão, o Papa Bento XVI
afirmou o apoio, seu e da Igreja, à dor dos divorciados recasados,
encorajando-os a manterem-se unidos às suas comunidades e convidando as
dioceses a acolherem-nos com “a proximidade adequada”. Não é um
tema fácil, nem de uma resposta imediata, mas imagino que parábola nos
contaria Jesus, para que a verdade e a justiça do amor triunfassem. Que
narrativa nos apresentaria, talvez com as histórias de muitos irmãos e
irmãs, talvez pródigos (como na mais bela das parábolas que Lucas nos
oferece!), com imagens da natureza ou da vida em que, tantas vezes,
ficamos meio-mortos à beira do caminho?! Acredito que não ficaria em
silêncio, nem deixaria a indiferença apagar as chamas de fé e de amor
verdadeiros que vivem em tantos casais nesta situação! E não se trata
simplesmente de “estar dentro” ou “estar fora”: que mudanças de
autenticidade e conversão implicam este acolhimento, que festa exigiria
realizarmos? Seria fragilidade e perda de poder? Também as parábolas não
deixavam ninguém na mesma!
P. Vítor Gonçalves, aquihttp://www.ecclesia.pt/cgi-bin/comentario.pl?id=605
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