2012-06-13

e o perdão, sendo um dos elementos do amor, nem sequer nos pertence

(...)No final do Encontro Mundial das Famílias em Milão, o Papa Bento XVI afirmou o apoio, seu e da Igreja, à dor dos divorciados recasados, encorajando-os a manterem-se unidos às suas comunidades e convidando as dioceses a acolherem-nos com “a proximidade adequada”. Não é um tema fácil, nem de uma resposta imediata, mas imagino que parábola nos contaria Jesus, para que a verdade e a justiça do amor triunfassem. Que narrativa nos apresentaria, talvez com as histórias de muitos irmãos e irmãs, talvez pródigos (como na mais bela das parábolas que Lucas nos oferece!), com imagens da natureza ou da vida em que, tantas vezes, ficamos meio-mortos à beira do caminho?! Acredito que não ficaria em silêncio, nem deixaria a indiferença apagar as chamas de fé e de amor verdadeiros que vivem em tantos casais nesta situação! E não se trata simplesmente de “estar dentro” ou “estar fora”: que mudanças de autenticidade e conversão implicam este acolhimento, que festa exigiria realizarmos? Seria fragilidade e perda de poder? Também as parábolas não deixavam ninguém na mesma!


P. Vítor Gonçalves, aquihttp://www.ecclesia.pt/cgi-bin/comentario.pl?id=605

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