2012-06-04

maluquice é pouco...paranóia mesmo.

33 comentários:

  1. Maria, obrigado pelo vídeo. Perdi uma boa hora a ver este e outros do sr.

    Quanto ele neste vídeo fala do Santo Ofício, está tudo dito. Para quê ler os moralistas como Haring ou Marciano Vidal?

    É um manipulador perigoso que chega ao ponto de estar contra o desamarmento e para isso, enfim, citar Paulo VI (deve ser a única vez que o cita) e mesmo os evangelhos, no caso Jo 14,17, sem referir que a passagem diz: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize".

    Repito: o sr. pode ter algo de bom, mas é perigoso.

    Video em defesa da posse de armas:
    http://padrepauloricardo.org/episodios/a-igreja-e-o-desarmamento

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  2. Dá-me a ideia que o livro que ele está a segurar é, por dentro, o Catecismo mas, por fora e na cabeça dele, é o Código do Direito Canónico.

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  3. Eu também já perdi algum tempo a ver os vídeos. É evidente que é um caso de extremismo legalista. Mas evidencia bem os perigos que um texto como o catecismo permite. Através do CATIC é possível legitimar este tipo de doutrina sobre a sexualidade humana.

    No post abaixo socorri-me de uma citação do Edgar Morin, para melhor explicitar que nada no homem pode ser reduzido a este simplismo. E também sabemos que uma coisa é a doutrina católica, nomeadamente sobre os temas inerentes à sexualidade, e outra é, por exemplo, a posição da Igreja no atendimento personalizado no âmbito do sacramento da reconciliação ou direcção espiritual.

    Eu não sei como é que o Jorge ou o Tiago (bem-vindo ao jardim)se sentem como católicos ao ver neste vídeo a questão que deu origem à resposta. Eu senti alguma angústia por ver que esta doutrina acaba por ajudar a manter uma incapacidade para fazer escolhas na vida e tomar decisões. O masturbar-me ou não masturbar-me não pode ser motivo de culpa ou para qualquer tipo de sublimação. Se sou adulta, faço escolhas.

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  4. Ah, e não consigo ver nada de bom no vídeo. Pelo contrário. Sobretudo porque apenas cultiva a incapacidade das pessoas serem responsáveis pelas suas opções. Além de que vai a pormenores burlescos. Mas também desde que soube que havia uma nota a condenar que uma mulher faça uma histerectomia mesmo em caso de doença...está tudo dito.

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  5. Acerca do Padre Paulo Ricardo, figura bizarra do ultraconservadorismo católico no Brasil,e sempre envolvido em polémicas mediáticas, que lhe dão protagonismo.

    Carta aberta condenando o Padre Paulo Ricardo- subscrita por padres da sua Diocese de
    Cuiabá – Mato Grosso

    http://beinbetter.files.wordpress.com/2012/03/carta-aberta-dos-anti-padrepaulo.pdf

    Padre chama protestantes de otários e orgulhosos por acreditarem que podem falar diretamente com Deus

    http://cemoriah.org.br/component/content/article/1-ultimas-noticias/149-padre-paulo-ricardo-de-azevedo-junior-que-chamou-evangelicos-de-otarios-pode-ser-afastado-da-igreja

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  6. A Censura anda muito activa nos comentários dos blogs. Espero que deixe passar este comentário.
    Em www.anticolonial21.blogspot.com está a verdade inconveniente sobre a cópia de partes de «Cette nuit la liberté» por Miguel Sousa Tavares para o livro «Equador».

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  7. Sim, entende-se que o padre é um exemplo de extremismo. Com os meios que as redes sociais colocam à disposição dos utilizadores é amplificado o alcance das suas posições. Ainda bem que tem contraditório.

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  8. Sr José Freitas.

    Deixo o seu comentário, mas refiro que ele não dizendo nada ao tema do post, ou até aos objetivos deste blog, era perfeitamente dispensável.

    É um mau hábito entrar numa discussão com outro elemento completamente marginal à mesma.

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  9. Cara Maria (e amigos), talvez em vez de ofenderem o Padre Paulo Ricardo pudessem explicar o que é que ele disse que está errado.

    Masturbação é uma coisa boa para a pessoa? Quanto mais melhor, é isso?

    Sublinho esta frase: "Mas evidencia bem os perigos que um texto como o catecismo permite."

    Uhhhh, que perigo o Catecismo! Acendam as fogueiras! Queimem todos os exemplares.

    Mais uma vez: a intolerância dos "tolerantes"

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  10. João Silveira,

    se não consegue ver que a exposição que o padre faz no vídeo, não ajuda, em nada, a formar pessoas saudáveis, não consigo fazer muito mais por si.

    A masturbação não é quanto mais melhor. É quanto melhor, melhor.

    O problema do catecismo é que pretende dar respostas absolutas a temas que continuam em aberto. E continuarão, enquanto houver vida humana na Terra.

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  11. Maria, este tema hoje interessa-me para ver a hipócrisia de algumas pessoas, possivelmente daquelas muito piedosas e que andam sempre nos corredores das sacristias! Então qual é o problema da masturbação, é um ato individual que não põe em causa quaisquer dogmas da liberdade de sentir do colectivo, não prejudica ninguém em nada, só melhora o bem estar do próprio, é apenas fazer amor de forma individual, não pega sida a ninguém, não necessita preservativo (que tanto incomoda a igreja, é melhor apanhar sida de que usar preservativo), não obriga a mulher a usar a pílula (mais um crime horrendo para a igreja),não faz filhos para abortar, enfim todos os verdadeiros crentes deviam tecer loas em louvor de todos, homens e mulheres, que se masturbam... Como diz a Maria: 'quanto melhor, melhor'!, sim, porque também para aqueles que não sabem, ou que exageram nesta arte (mais que duas vezes por dia pode tornar-se um salutar vício), é melhor estarem quietos!
    Grande Maria, calaste com esta expressão estas mentes retrógadas todas, para alguns destes 'crentes', se estivessemos no tempo da 'Santa Inquisição' iamos todos para a fogueira, eu era um deles!
    Maria, obrigado por pores há discussão um tema realmente de interesse, até um não crente como eu, se sente no direito de intervir e da indignação.
    Um beijo.

    (CM)

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  12. Maria, acredita que fomos feitos por Deus, certo? E acredita que Deus criou-nos com orgãos sexuais para andarmos a brincar com eles, ou para viver uma sexualidade responsável?

    Se foi para andar a brincar, como uma passatempo, tudo bem. Se não foi, então a masturbação não entra nessa visão. Como diz o Cardeal Levada:

    Estas afirmações não são conformes à doutrina católica: "Na linha duma tradição constante, tanto o Magistério da Igreja como o sentido moral dos fiéis têm afirmado sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado». «Seja qual for o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das normais relações conjugais contradiz a finalidade da mesma». O prazer sexual é ali procurado fora da «relação sexual requerida pela ordem moral, que é aquela que realiza, no contexto dum amor verdadeiro, o sentido integral da doação mútua e da procriação humana. Para formar um juízo justo sobre a responsabilidade moral dos sujeitos, e para orientar a ação pastoral, deverá ter-se em conta a imaturidade afetiva, a força de hábitos contraídos, o estado de angústia e outros fatores psíquicos ou sociais que podem atenuar, ou até reduzir ao mínimo, a culpabilidade moral."

    A masturbação só está em aberto para quem não faz ideia do mal que faz. Mas felizmente muitas pessoas já aprenderam a controlar-se.

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  13. CM, (arranjei um admirador?!)

    a incoerência é algo que nos toca a todos. Também às pessoas religiosas. Eu continuo a afirmar-me uma pessoa da Igreja, embora longe das sacristias como já foi referido (como é que se sabe isso?), e o que mais me incomoda não é a incoerência. É a incapacidade das pessoas de viverem de forma responsável e autónoma. Mesmo quando frequentei as sacristias fui sempre capaz distinguir entre pertença e autonomia. Quando que foi necessário dizer "não", em ocasiões que o meu ser de mulher livre estava colocado em causa, disse-o. Houve quem compreendesse, e houve quem não chegaria esta vida e mais seis meses, para perceber o sentido dos meus "não".

    Também na doutrina católica sobre a sexualidade existem incoerências, e tu, com humor, explicitas isso mesmo.

    Beijo

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  14. João, João...que confusão vai nessa cabeça:

    Mas existe oposição entre brincar com os orgãos sexuais (e não só) e a sexualidade responsável?

    Bem, o que lhe falta dizer é que apenas concebe sexo entre um homem e uma mulher (unidos pelo sacramento do matrimónio) com vista à reprodução. Certo?

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  15. A Maria pode continuar a fazer comentários condescendentes, do estilo "pobre coitado, está tão iludido, eu é que sei tudo..."

    E eu poderia responder na mesma moeda e dizer que também já estive "desse lado" e sei bem o que a casa gasta.

    A Maria é contra a doutrina da Igreja em termos de moral sexual, mas nem sequer a conhece porque se a conhecesse não diria o disparate que acabou de dizer.

    Só porque não faz sentido brincar com o nosso corpo e o dos outros então automaticamente quer dizer que o sexo só pode existir para reproduzir, e mesmo assim é pecado, cuidado com o prazer!

    Cara Maria, pode não acreditar, mas a Igreja, enquanto Corpo de Cristo, só quer o nosso bem. Se calhar se a sua atitude em relação à Igreja mudasse poderia perceber isso muito facilmente.

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  16. Pessoas como este João Silveira, é que afastam as pessoas da Igreja, como eu me afastei! Uma igreja que acha mal o preservativo, as pessoas podem apanhar sida à vontade e morrerem, não há problema, que acha mal a pílula, é melhor as mulheres fazerem abortos, ou então parirem as criancinhas, para elas mais tarde andarem por aí a mendigar nas ruas e a iniciarem-se na prostituição, uma igreja retrógada que ainda acha que o sexo é apenas para procriar, como aquele célebre deputado do CDS, João Morgado, de triste memória, 'pensamento' tão bem desmontado naquele brilhante poema da Natália Correia, uma igreja que restringe a igualdade de direitos entre pessoas do mesmo sexo, deve-os considerar anormais, que é contra o casamento dos padres, para obrigar estes homens a andarem por aí a fazer filhos em mulheres alheias, enfim se isto é a doutrina que me querem inpingir, por amor das deusas, nessas acredito, prefiro ser o que sou: fé nas crianças, que são o futuro; nas mulheres que são a beleza; e na natureza que é o sempre...

    Um beijo para a Maria (essa merece).

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  17. João,

    parece-me que não se pode fazer essa leitura da minha atitude para consigo. Não é de todo a minha intenção. Mas vou estar ainda mais atenta a isso.

    Por outro lado, o João já entendeu de que lado estou? Diz que eu não conheço. E eu digo-lhe que conheço o suficiente para tomar as opções que tomo. Não tenho o hábito de seguir na corrente só porque me é mais favorável.

    Explique-me, por favor, esta frase:
    "Só porque não faz sentido brincar com o nosso corpo e o dos outros então automaticamente quer dizer que o sexo só pode existir para reproduzir, e mesmo assim é pecado, cuidado com o prazer!"

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  18. Anónimo (CM)? apesar do "CM" não me dizer nada em termos de identificação, ajuda a ligar e referenciar os diferentes comentários. Logo, é importante a utilização da sigla. :)

    A Igreja não é só o que descreve. Mas compreendo as afirmações que faz. Isso daria tema para muita conversa...e eu hoje estou literalmente de rastos. :(

    mereci o beijo?! mas os melhores são os gratuitos. :)

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  19. Maria, nunca dou, nem peço, beijos para pagar nada... beijo roubado tem mais sabor!
    --------
    "Dizem que o beijo roubado
    Embora seja de amor
    É crime na terra, no céu é pecado
    Mas o homem criminoso e pecador..."
    --------
    Eu bem dizia que era um pecador!

    http://www.youtube.com/watch?v=YiWwTIu1Ma4

    Beijo, Maria (roubado)!

    (CM)

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  20. Boa Maria!
    As lideranças da RCC com poderosos meios de comunicação em massa junto aos pastores televisos tem dominado o discurso teológico aqui no Brasil! A Canção Nova onde esse infeliz padre sempre pregava(se prega ainda naum sei não aguento mais... é um exemplo!).

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  21. Maria, é muito fácil de explicar: não estamos nos 8 ou 80. Há um ideal, que serve os propósitos para os quais as coisas foram feitas. O nosso estômago não foi feito para digerir pregos. E então a Maria pergunta: o quê, só podemos comer salada? Não, não estamos nos 8 ou 80.

    A masturbação, voltando ao mesmo assunto, é um acto egoísta, fechado em si próprio, sem estar aberto ao outro, como a sexualidade foi feita para ser. Não traz felicidade à pessoa (sabendo que a felicidade se vê no longo prazo), mesmo que possa trazer prazer momentâneo. Mas isso é muito pouco...

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  22. MC, se quer falar sobre mim agradecia que se dirigisse a mim directamente, como fazem as pessoas.

    Além disso as pessoas também costumam ter uma cara e um nome (verdadeiro) e não estarem obscurecidas no anonimato.

    Quanto ao resto, só prova que sabe pouco ou nada sobre o que a Igreja diz da sexualidade. Eu quando não percebo das coisas costumo abster-me de comentar.

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  23. João, o que se passa é que não podemos simplificar o que é complexo. E o ser humano é um ser complexo. É nessa premissa que temos que nos mover e existir.

    Quem lhe garante que o sexo entre duas pessoas com um vínculo de conjugalidade não pode ser, ou tornar-se, "comer pregos"?

    Voltando ao tema do post e do vídeo, o sr padre (ainda avanço a hipótese de não haver nenhum sujeito a colocar qualquer questão e a mesma ser inventada para o guião que pretendia. Sim, porque o homem fala sobre imensas coisas e sempre alardeando um profundo conhecimento e num tom coloquial que acaba por seduzir alguém mais desprevenido)em vez de ir à raiz do problema que as questões levantam, ainda reforça o sentimento de culpa expresso.

    Perante as nossas sombras, a atitude que devemos tomar é a da responsabilidade. Não da culpa. A responsabilidade leva-nos a agir. A culpa imobiliza-nos.

    A masturbação tanto pode ser um acto egoísta, tal como pode ser uma relação sexual a dois. Quem vive aberto ao outro, não se fecha no acto da masturbação. É um bocadinho mais complexo do que parece...entendidos?

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  24. Bem, a Maria está cheia de fantasmas e de palavras tabu.

    A culpa não imobiliza ninguém, a falta dela é que imobiliza, porque quem não tem culpa não precisa de assumir erros.

    Quando nos confessamos assumimos a nossa culpa (os nossos erros) e fazemos o propósito de não os voltar a cometer. Isto não estar imóvel, é levantar depois da queda, é ir à luta, é não desistir, porque sabemos que Jesus está connosco.

    A sua opinião sobre a masturbação é apenas isso, a sua opinião. Quer que eu tenha mais fé em si do que na Igreja, apresente-me bons motivos para isso. Até lá a Maria será apenas uma pessoa que quer que a masturbação não seja pecado e que seja boa para a pessoa. Na prática isso não passa de “wishfull thinking”, de querer muito uma coisa, mas não enfrentar a realidade.

    Se vir este video percebe melhor o quão pobre é esse “amor”: http://www.youtube.com/watch?v=Cl_VXL3DP2w

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  25. João,

    um último comentário:

    1ª - Não quero convencer ninguém de nada. Tenho convicções sobre este assunto em concreto e expressei-as.

    2ª - A pessoa que vive de forma responsável, sabe reconhecer culpas e assumi-las.

    3ª - É em Deus que coloco a minha fé e a minha esperança. A Igreja é o "espaço" onde celebro, partilho, aprendo, testemunho essa mesma fé e esperança. A Igreja não se resume à Cúria, nem tão pouco à hierarquia.

    Por último, vi o vídeo. É mesmo muito básico nas ideias que apresenta. Só quem anda muito afastado das linguagens da Igreja poderá achar alguma novidade nos 5 minutos que dura o vídeo. Aliás, A teologia do corpo não é novidade nenhuma.

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  26. Maria,

    Ninguém defendeu a irresponsabilidade, mas de facto assumir a culpa é ser responsável, ao contrário do que estava a dizer.

    Nós não fomos feitos por acaso. O nosso ser (do qual faz parte o nosso corpo) tem regras, tem comportamentos que lhe fazem bem ou mal. Tal como comer pregos (de pregar) faz mal à saude do corpo e ser infiel faz mal à saúde da alma, os comportamentos sexuais que buscam apenas o prazer são maus para a pessoa.

    Se conhece bem a teologia do corpo sabe que isto é verdade, por isso não percebo como pode defender a masturbação ou outros comportamentos do género.

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  27. João,


    quando come um doce, ou repete o seu prato favorito já depois de saciada a fome, não é apenas por prazer que o faz? É então pecado o prazer?

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  28. Maria,

    Se eu comer demais pode ser pecado, chama-se gula. Comer sobremesa, uma que gosto, ou comer coisas boas, um bom bife, não é pecado. Mas o sistema digestivo não foi feito para ter prazer, foi feito para me alimentar, de modo que não morra de fome. O prazer é apenas uma consequência de ter de comer. Mas por exemplo se eu comesse e depois deliberadamente vomitasse, para não arcar com as consequências, seria pecado. Não faz sentido comer apenas pelo prazer e depois tentar agir como se não o tivesse feito.

    Os nossos orgãos genitais também não têm como finalidade o prazer, têm como finalidade a reprodução e a união entre o casal. O prazer é um efeito dessa união, mas sozinho não vale nada, é infecundo, infértil, não é verdadeiro amor. No caso duma relação entre um homem e uma prostituta isso é bastante claro, o uso do outro como instrumento de prazer, sem querer arcar com as consequências. Na masturbação a pessoa faz isso consigo próprio, um uso indevido de si.

    O prazer não é de todo pecado. Dizer que o prazer é pecado é que é pecado. Mas o prazer como fim sim, é redutor, não nos abre a Deus nem aos outros.

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  29. João, uma vez disseste-me para me dirigir diretamente a ti, não queria fazê-lo, o blog é da Maria, e não gosto de discussões em casas alheias, mas se ela me dá permissão, sempre te vou comentar, dizer-te a minha opinião.
    O meu nome não interessa, não me conheces, nem nunca vais conhecer-me, ser CM ou Carlos Maria, é irrelevante, o que interessa é a ideia.
    Eu não sou crente, já disse, embora tenha crescido no seio da igreja, a minha mãe é católica e, infelizmente, no tempo do fascismo, nas aldeias, os miúdos tinham de ir à igreja e frequentar todos aqueles atos que ainda hoje se praticam. Foi na igreja, que eu, na altura criança de 9-10 anos me comecei a aperceber da hipócrisia que é tudo aquilo: o padre tinha dois filhos de uma mulher fora da freguesia (não acho isso mal, mas a igreja pensa o contrário); uma vez fui apanhado por esse padre a roubar fruta para comer, os tempos eram difíceis, e o padre foi fazer queixa à professora, levei uns valentes pares de reguadas; a mulher que tratava da sacristia e que distribuia os bens que a igreja recebia para os mais pobres, distribuia esses bens, sim, para os amigos e para as pessoas que lhe iam ajudar no amanho das terras de cultivo (lembra-me que, na altura, penso que era a Holanda, mandava leite em pó e queijo em barra, flamengo, para ajudar na alimentação das crianças mais carenciadas, ora esses géneros tinham o destino que salientei, aquilo vinha com o objectivo de dar lanche todos os dias às crianças e a nós só chegava um dia por semana).
    Ora com estes exemplos, quem consegue ser crente! Mais tarde fui-me apercebendo de tudo que mexe em volta da igreja, do fausto em que vive, da hipócrisia em que se movimenta, destas coisas dos padres não poderem casar, de o homem não poder usar preservativo, é melhor morrer de sida, das mulheres não poderem usar a pílula, é melhor fazerem abortos (também proíbidos), ou terem filhos para andarem na prostituição, nos baixios da vida, enfim, agora até sei que masturbação é pecado.
    Sobre isto, a masturbação, todo este rol de comentários que fazes, que tisteza, pensava que estava no século XXI e não na idade média, com todas as opiniões que o João expressa. Tu, não sei se és casado, não sei se tens filhos e quantos, nada disto me interessa, mas uma ilação se tira, tal como bem disse a Natália Correia naquele poema que fez para um tal Morgado, do CDS, se não tens filhos, nunca usaste o viril instrumento e consoante os filhos que tens, foi as vezes que o utilizaste. Se não podes usar preservativo e a tua (ou outra)mulher a pílula, é óbvio que o teu prazer tem sido muito restrito.
    Não vou alongar-me mais, até porque om os tempos que vão correndo, dentro em breve teremos de novo a Santa Inquisição e ainda estou sujeito a ser queimado na fogueira dos impuros.
    Olha, amigo, como não sou crente, cá vou vivendo com os meus prazeres, também me masturbando, claro, quando vejo uma donzela bonita e não posso usar nela o tal viril instrumento, se isso é pecado, prefiro viver em pecado e quando morrer ir para as ardências do Inferno, do que andar nesta vida, casto e puro, não gozando os prazeres a que todos temos direito, a partir do momento em que a nossa mãe nos pariu e depois a minha alma, tão pura, ir para o céu. Sabes, a minha opinião é que só temos uma vida, há que viver, gozar essa mesma vida, porque o tempo é pouco, só na eternidade o tempo é tempo de mais, e eu não acredito nessa eternidade, assim vou morrendo, vivendo...
    Não vou alimentar mais polémicas, fico por aqui. Um abraço, João.

    (CM)

    PS.- Maria desculpa-me utilizar este teu espaço para falar deste tema, mas posso ser anónimo, mas não sou cobarde, tinha de responder ao João.

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  30. João, acabei de fazer um post, explicitando mais uma vez o que penso deste assunto.

    remeto para lá a discussão.

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  31. CM,

    eu não tenho problemas com o teu anonimato. Até acho engraçado. Já pensei que eras outra pessoa. Perguntei e a pessoa disse que não. Não preciso que digas quem és (o teu nome próprio). Até porque provavelmente não ia adiantar nada.
    Acima apenas estranhei um sentido de intimidade que de todo não temos. Sou acolhedora, sou afectuosa, mas reservo a minha intimidade e a que se gera com outras pessoas, para o espaço próprio: a intimidade.

    De resto está tudo bem. O blogger é que nos permite ocupar estes espaços...discutes e intervéns as vezes que quiseres.

    Entendo as tuas reservas em relação à Igreja. Em criança ouvi algumas histórias como a que contas. Nunca quis pertencer a grupo nenhum porque via na maior parte deles o fechamento que leva a situações como a que descreves.

    Quanto ao resto, passa a discussão mais para cima... :)

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  32. Obrigado, isto foi apenas um devaneio poético, nada mais... Não volto a ocupar o teu espaço, desculpa!

    Um beijo e até sempre.

    (CM)

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  33. CM,

    não desculpo, porque não há nada para desculpar. Nem o "devaneio poético" ;) Tudo faz parte deste meio.

    Um beijo.

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