Sem surpresas, a Santa Sé confirma a continuação do celibato obrigatório, para os candidatos ao presbiterado. Reconhece que os números dos candidatos continuam a cair, que o actual presbitério é, maioritariamente, de idade avançada, mas não arrisca em qualquer solução que eventualmente minorasse esses dados.
Não sabemos, caso caísse a obrigação do celibato obrigatório, ou até a abertura às mulheres da possibilidade de ordenação, se os números aumentariam exponencialmente, e ficariam resolvidas as necessidades da Igreja na assistência às comunidades. A mudança implicaria, com certeza, riscos. Mas continuar a teimar na actual posição, tem as consequências que já conhecemos e outras que surgirão.
É desanimador também que a Santa Sé continue a olhar para as propostas de mudança e veja nelas apenas uma contaminação daquilo que diz ser a "mentalidade secularizada". Como se no âmbito do religioso tudo fosse bom e perfeito, e no "mundo" - de quem a Igreja se sente sempre, incompreensivelmente, separada - nada de bom aconteça. Claramente, a Igreja não está a saber ler a história, e a interpretar os "sinais dos tempos". Mais uma oportunidade perdida.
Maria, a minha opinião é que a igreja, o Vaticano, é a coisa mais retrógada que existe, para esta instituição o tempo parou, vive hoje como nos tempos ancestrais, escravo dos seus dogmas, de ideias que não tem qualquer nexo em pleno século XXI.
ResponderEliminarEsta dos padres, não poderem casar, ter uma vida normal, e às mulheres ser vedado o sacerdócio, fere qualquer visão menos ortodoxa, penso mesmo que a igreja, para ser coerente com as suas ideias, devia obrigar os padres a serem capados, para obviar os pecados praticados por estes homens, a pedofila e o fazerem filhos em mulheres alheias... Até, Jesus Cristo, segundo diz a tradição, ou terão sido más línguas, teve a sua paixão com a Maria Madalena e não foi considerado menos santo por isso, antes o tornou um ser mais igual, embora dívino (?), entre todos os homens.
Já cometi o meu pecado diário, perdoa-me e reza lá umas orações por mim.
Um beijo, Maria.
Um bando de trogloditas, panascas e pedófilos!
ResponderEliminarBeijos
Carlos, a Igreja é uma realidade vasta. Garanto!
ResponderEliminarNão vou meter as mãos no fogo por nenhum padre. claro que não. mas também não tenho essa visão negativa. isso seria como dizer:"os homens são todos..." ou "as mulheres são...".
Mas é verdade que esta história do celibato está muito contaminada com incoerências, e abundante sofrimento de muitas pessoas, acredito.
Não sabemos grande coisa das paixões de Jesus. E se isso não nos chegou, deve ser porque não tinha relevância absolutamente nenhuma. A história do celibato veio por outras necessidades e não algo que emane dos evangelhos ou primeiras comunidades.
parece que tens o compromisso do pecado diário... :) esquece lá isso. catequeses infelizes, é o que é.
beijo
só?!, Lino! :)
ResponderEliminarBeijos
Carlos: Identificar o Vaticano com a Igreja é um erro. Até é um erro identificar a Santa Sé (que não é o mesmo que o Vaticano) com a Igreja. Como a Maria diz, a Igreja é multifacetada, uma comunidade com unidade, mas não uniforme. Com um centro (Roma) que não se substitui ao todo, mas é simplesmente símbolo de união.
ResponderEliminarAliás este tema demonstra bem isso. A norma do celibato persiste no rito latino e não no rito bizantino. A parte oriental da Igreja Católica (que é una, apostólica, mas não é apenas romana) não segue essa norma. Alguém ordenado na Igreja Greco-Católica Melquita (que faz parte da grande comunidade que é a Igreja Católica), por exemplo, pode ser casado. O mesmo para igrejas na Índia, na Síria, no Líbano, etc.
Por outro lado, muitos sacerdotes anglicanos têm sido integrados na Igreja Católica sem terem de abandonar o matrimónio.
Ou seja, há imensos padres casados dentro da Igreja... A visão do que é a Igreja é que tende a ser curta. Uma amiga minha, católica menonita, chama-lhe "romanite".
Abraço
Sergio, obrigado pelos teus esclarecimentos, por vezes sou um crítico desconhecedor de algumas realidades, penitencio-me, porque sou um leigo total nisto das religiões, os meus comentários são apenas baseados no meu sentir.
ResponderEliminarUm abraço amigo.
Carlos
Sérgio,
ResponderEliminarmuito obrigada pelo teu comentário.
Mas pertencendo nós ao rito latino, onde a imposição do celibato é condição para qualquer candidato aceder à ordenação de presbítero - e, sim, alguns padres pelas razões que enumeraste, são ou foram casados - cabe-nos reflectir e decidir da razoabilidade da norma.
E é lamentável que muitos homens, que teriam dado excelentes presbíteros, tenham tido que decidir entre ordenação e matrimónio.
Abraço
De acordo, Maria.
ResponderEliminarMas é algo que pode mudar a qualquer momento, já que é do foro disciplinar.
E é preciso não esquecer que os homens casados não estão excluídos da ordenação no rito latino - podem ser ordenados diáconos.
Um abraço para os dois
mudar a qualquer momento é que eu não estou nada a ver, Sérgio. Repara, não há espaço de debate. Quem sugere que aconteçam mudanças é rotulado como tendo sido contaminado pela mentalidade secular.
ResponderEliminarOk, os diáconos, mas eu não vejo que os diáconos tenham assumido - embora tenha acontecido um grande incremento nas ordenações - um papel de relevo nas comunidades. Parece-me que muitos deles quase vieram substituir a figura do sacristão. Pouco mais. Estão subaproveitados em muitas comunidades.
Abraço
Não disse que ia mudar, mas que podia mudar. Não há nenhum impedimento em termos teóricos.
ResponderEliminarCerto, os diáconos estão subaproveitados. Mas têm, de facto, crescido em número.
Abraço