De uma Igreja que
se considerava uma sociedade perfeita passou-se à Igreja como comunidade
de crentes. Do mundo como inimigo da alma ao mundo como lugar da
vivência da fé. Da condenação da modernidade e das religiões não cristãs
ao diálogo multilateral. Da condenação dos direitos humanos ao seu
reconhecimento e proclamação. Da condenação da secularização à sua
defesa, no sentido do reconhecimento da autonomia das realidades
temporais. Da Igreja imutável e imóvel à Igreja que deve estar em
constante reforma. Do integrismo católico ao respeito pelas outras
crenças. Do autoritarismo centralizado em Roma à colegialidade
episcopal. Da Cristandade ao cristianismo. Da pertença à Igreja como
condição necessária para a salvação à liberdade religiosa como direito
humano fundamental. De uma Igreja europeia a uma Igreja verdadeiramente
universal.
Anselmo Borges in DN
Passou mesmo? Não tenho dado por nada!
ResponderEliminarBeijos
quase nada.
ResponderEliminarBeijos