2012-07-21

a contrariar a cinza dos dias



O homem aparece assim como uma criatura feliz, cuja única desventura consiste em ter de esperar e, na espera, desvelar-se e desvelar o que está encoberto, atravessando o tempo. Já que o tempo não pode ser assimilado ao ser tão facilmente. O tempo encobre o ser e até o desmente, pelo menos na simples vida dos mortais não decididos a estar de acordo com a razão onde o ser se descobre.


María Zambrano in Metáfora do Coração e Outros Escritos

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