“Com frequência acontece também entre os cristãos darmos por suposto
que partimos de uma determinada imagem de Deus. Procedemos como se já
soubéssemos quem é Deus. Normalmente temos na cabeça uma ideia, muito
divulgada, de uma espécie de filosofia ou metafísica grega muito
elementar, mas muito arraigada. Deus é, desde esse ponto de vista, o
omni-todo:
o onipotente, o onisciente…uma imagem de Deus vinculada ao “imaginário”
do poder, do ser, da força, da imposição, do maravilhoso. Já temos
revelado o mistério de Deus. Não deixamos espaço para a novidade do Deus
dos evangelhos, do Deus de Jesus.
Quando chega o Deus de Jesus e se vai manifestando ligado ao
rebaixamento, à limitação e à impotência, à vulnerabilidade e ao
sofrimento, à pobreza, à oferta não impositiva, à compaixão e ao perdão
não o reconhecemos. O Deus de Jesus tem o seu lugar suplantado pelo Deus
pagão.
A nossa tarefa, portanto, é árdua, custosa: temos de matar os nossos
deuses. Temos de voltar a colocar na nossa mente e coração a imagem
escandalosa do Deus de Jesus.”
José María Mardones em Matar os nossos deuses – Em que Deus acreditar?
É mesmo. Obrigada!
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