2012-07-23

o pássaro que se apaga

É durante o dia que ele aparece, no dia mais branco. Pássaro.
Bate as asas, voa. Bate as asas, apaga-se.
Bate as asas, ressurge.
Pousa. E depois desaparece. Com um bater de asas apagou-se no espaço branco.
É assim que se comporta o meu pássaro familiar, o pássaro que vem povoar o céu do meu pequeno pátio. Povoar? Bem se vê de que maneira...
Mas permaneço quieto, a contemplá-lo, fascinado pela sua aparição, fascinado pela sua desaparição.


Henri Michaux


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