2012-09-22

exactamente como penso



"Vem isto a propósito das manifestações de dia 15 e do sentimento que as provoca. Parece evidente que a enorme dimensão das manifestações deve muito a uma motivação egoísta, à defesa dos interesses individuais próprios dos cidadãos - uma motivação totalmente legítima - e não escondo que me teria sentido mais emocionado se tivesse visto manifestações desta dimensão perante os cortes no RSI, os aumentos das taxas moderadoras na Saúde, os cortes no apoio a pessoas com deficiências ou os cortes na educação, mesmo quando estas medidas iníquas não nos afectam a todos. Mas o que acontece - e o que o Governo não percebe - é que a indignação das pessoas não se deve apenas aos cortes em si, mas à sua iniquidade, à sua injustiça - bem exemplificada no caso da TSU. Deve-se à falta de vergonha com que se cortam os salários dos trabalhadores para os entregar aos patrões; ao descaramento com que se taxam os rendimentos do trabalho para poupar os do capital."

Vítor Malheiros, aqui

2 comentários:

  1. digamos que a indignação ultrapassou todas as barreiras, todos (tirando os patrões, claro), se sentiram "roubados" com esta última medida.

    foi o fim da paciência...

    a partir de agora, já não farão o que lhes dará na gana, como até aqui. digo eu (com politicos nunca se sabe muito bem o que acontece amanhã).

    beijinhos Maria C.

    ResponderEliminar
  2. sim, foi o desadormecimento da sociedade portuguesa. as políticas têm de ser continuamente aferidas. continuamos a achar que basta votar (e a grande maioria nem isso)e a seguir entregam-se todas as decisões aos políticos.

    Beijinhos e bom domingo, Luís.

    ResponderEliminar