2012-09-12

também a minha

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 Lo que quiero dejar bien claro es que el juicio final, tal como lo presenta Jesús, es lo más liberador y lo más desconcertante que seguramente imaginamos. Porque la sentencia definitiva y última, que Dios va a dictar, sobre las naciones y sobre las personas, no va a estar motivada por la fe que cada cual tuvo o no tuvo, ni por las prácticas religiosas que observó o dejó de observar, ni siquiera se va a tener en cuenta la relación con Dios que cada cual aceptó o rechazó. Por lo visto, según el Evangelio, nada de eso le interesa (en última instancia) al Dios de Jesús.
¿Qué es, entonces, lo único que va a quedar en pie? Muy sencillo: la relación que cada cual tuvo o dejó de tener con los demás. A esto se refiere aquello de “tuve hambre y me disteis de comer; tuve sed y me disteis de beber; era extranjero y me acogisteis; estaba desnudo y me vestisteis; enfermo y me visitasteis; en la cárcel y vinisteis a verme” (Mt 25, 35-36). Y Jesús explica por qué semejante juicio sobre semejante conducta: “lo que hicisteis a cualquiera de estos... a mí me lo hicisteis” (Mt 25, 40).
Dios no es como nosotros nos lo imaginamos. Ni como lo explican muchos curas. Dios no está en el cielo. Dios está aquí, en los enfermos, los sin papeles, los parados, los que se quedan sin vivienda, los que no llegan a fin de mes, los que se ven privados de sus derechos, los presos, los desesperados....
Y que nadie me venga diciendo que es hijo fiel de la Iglesia o cosas así. Todo eso, a la hora de la verdad, servirá en la medida - y sólo en la medida - en que nos haya hecho más humanos y más sensibles al dolor de los que sufren. Ésta es mi religión. Y ésta es mi política. Por eso yo me pregunto si ya no tenemos ni religión ni política. Y lo único que ha quedado en pie es la desvergüenza.

José Mª Castillo, aqui

2 comentários:



  1. Maria, muito boa meditação esta do José Maria Castilho que compartilhou conosco! Dá esperança e também nos convoca!
    Farto que estou de análises e pregações religiosas tradicionalistas aqui nesta Terra Da Santa Cruz, enviesadas e cegas frente à realidade humana, José Maria Castilho abre e refresca nosso olhar!

    Aqui somos doutrinados agora pela CANÇÃO NOVA, onde o famigerado Pe. Paulo Ricardo, o agora "Cavaleiro de São Gregório Magno" Professor Felipe de Aquino, Pe. Jonas Abib, e bizarros pregadores nos ensinam e sã e reta doutrina católica! Os lefebrianos e afins atacam por outro lado... Enfim o universo se torna mais tacanho, o mundo mais triste e pecador, a religião um conluio de grupos e pessoas dogmatizadas e astutas... Bem, desculpa abusar do espaço, há muito por dizer e clamar, mas há certo silêncio (tácito?) na Igreja aqui!

    E o Cardeal Carlo Maria Martini, Maria?
    Será que pode nos ajudar?

    Um abraço!



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  2. Fico contente que a reflexão do J. Mª Castillo lhe tenha trazido algum alento.

    É verdade, são palavras que reanimam a nossa esperança, mas nos convocam.
    Não a seguir esta ou aquela corrente mas a ir "às fontes": o seguimento de Jesus.

    A Igreja na sua estrutura mais vísivel - Cúria romana, bispos e padres - está mais pre(ocupada) a tentar manter-se do que a assumir uma voz de denúncia perante as injustiças gritantes que assolam os mais fragilizados.

    Quem nos pode ajudar? em primeiro lugar é cada um que tem de descobrir o seu "espaço" nesta Igreja. Um aparte: durante muitos anos trabalhei com grupos de jovens, insistia muito neste ponto. E escapou-me que eu também seria seriamente confrontada em relação ao "meu espaço". A vida encarregou-se de o fazer.

    É claro que não me têm faltado vozes a dizer que não tenho mais lugar na Igreja Católica. Profetas da desventura é o que não falta por aí... :) Mas a pertença à Igreja, como a qualquer grupo familiar ou social, é um compromisso diário, não apenas a compartilha de uns tantos enunciados.

    Disponha sempre: este é um espaço aberto para o que der e vier.


    Um abraço!

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