2012-10-18

a saudável indignação



 "Daqui sai outro teorema: este tempo de crise e dificuldade gera muito disparate." E eu diria, quer ao General Ramalho Eanes quer ao articulista, que  passamos bem (para não dizer outra coisa) sem os seus teoremas.

A indignação e a zanga são sentimentos que nos permitem impor limites. Tanto a nível pessoal como colectivo. O que se torna óbvio, e a cada diz mais claro, é que a austeridade que nos é imposta, todos os dias ultrapassa os limites do razoável e justo. A tentação de quem nos impõe essa austeridade e os seus (cada vez menos defensores) é reprimir qualquer sentimento ou atitude de indignação.

Quando se tenta reprimir a zanga e a indignação o que acaba por surgir é a sua expressão excessiva, desregulada. Isso, sim, pode conduzir a atitudes e acções menos correctas. Daí, e não só, achar incompreensíveis as recentes declarações do Cardeal Patriarca sobre as manifestações. É que não acredito que ele não considere justa a indignação e também deve conhecer os efeitos da repressão desta.

Estabelecer limites é o começo de uma cidadania activa.

3 comentários:

  1. Entre o Opus Ramalhe e o sacristão das Neves opto pelo primeiro!
    Beijos

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  2. olha, e já ouviste falar do novo livro que saiu? da Zita e dum padre da OD (Portocarrero de Almada).

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  3. este:

    http://aletheiaeditores.blogspot.pt/2012/10/entrevista-de-zita-seabra-padre-goncalo.html

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