Partilhou no mural do facebook o que tinha escrito no blogue:"Pensei que sim, que já tinha sorrido hoje, sorrisos amargos, sobretudo,
mas que também tinha chorado com os que me são mais próximos, aflitos
por me saberem desempregado. Estou desempregado. Ao fim de 23 anos de
trabalho estou desempregado e não sei o que vou fazer amanhã.". É o Manuel Jorge Marmelo.
Ao fim do dia, alguém me pediu que descontasse no valor que vai receber - uma bolsa de formação - os dez euros e cinquenta que deve e não pode pagar, por não ter como. Está desempregado e acabou de saber que lhe foi recusado o RSI por ter sido ele a rescindir com entidade patronal, com quem estava em contencioso.
O meu bispo, diz isto numa entrevista:"Acho que estamos a julgar e a reagir a uma situação muito séria, de
destino e de verdade fundamental do nosso povo e da Europa, a partir da
“comichão” que nos fazem as dificuldades económicas do presente. Não
somos redutíveis a isso!" Pois não! Mas eu não posso, em nome do meu bispo, dizer ao Manuel Jorge Marmelo, ou ao formando que me comunicou as dificuldades por que está a passar, que é uma "comichão" e mais logo vai passar.
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