2012-11-02

inversão do foco



Aqui faz-se a apologia do sofrimento. Tendo como modelo a imitar, o sofrimento de Jesus, tido, ainda, como incomparável. Não subscrevo (com todo o respeito) este modelo de cristianismo. Ao longo da história houve, e há, quem tenha sofrimentos equivalentes ou superiores aos de Jesus Cristo.
Ler a história do nazareno, apenas pela via do sofrimento, é mutilá-la. Porque toda ela é uma demanda para suprimir o sofrimento. É nesse processo que todo e qualquer cristão deve colocar empenho.


2 comentários:

  1. “…quando comparados com outros, temos sido absurdamente poupados de sofrimento” (!?)Absurdo é o sofrimento para consolo Deus porque Ele é o Deus das consolações! A essência não está em sofrer mas em celebrar

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  2. frase exemplar, Adalberto. Nem o homem nem Deus ficam bem no enunciado.

    Não tenho grandes certezas quanto à "essência", no celebrar está também contido o sofrimento (e não estou a restringir o celebrar aos actos religiosos).

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