2012-12-13

página arrancada do diário


Hoje falou-se da morte. Entre coisas sérias e mais superficiais - alguns aproveitaram para definir preferências onde e como queriam repousar para sempre. Eu pensei no senhor João. Octogenário, o único bem que sempre lhe conheci foi o trompete e o sorriso. Andei por fora, e vim encontrá-lo quase sem sorriso e o trompete em silêncio. Acabei de saber que a família - nunca casou nem deixa descendentes - disputa o trompete. E eu? O que é que deixo um dia, como recordação?

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