2013-01-07

a palavra que se reza



1*Junto aos rios da Babilónia nos sentámos a chorar,
recordando-nos de Sião.
 

2Nos salgueiros das suas margens
pendurámos as nossas harpas.
 

3Os que nos levaram para ali cativos
pediam-nos um cântico;
e os nossos opressores, uma canção de alegria:
"Cantai-nos um cântico de Sião."
 

4Como poderíamos nós cantar um cântico do SENHOR,
estando numa terra estranha?


5Se me esquecer de ti, Jerusalém,
fique ressequida a minha mão direita!
 

6Pegue-se-me a língua ao paladar,
se eu não me lembrar de ti,
se não fizer de Jerusalém
a minha suprema alegria!


7*Lembra-te, SENHOR, do que fizeram os filhos de Edom,
no dia de Jerusalém, quando gritavam:
"Arrasai-a! Arrasai-a até aos alicerces!"
 

8*Cidade da Babilónia devastadora,
feliz de quem te retribuir
com o mesmo mal que nos fizeste!
 

9*Feliz de quem agarrar nas tuas crianças
e as esmagar contra as rochas!



Este Salmo 137 é uma das mais belas orações de súplica colectiva. Normalmente, fixamo-nos nos primeiros versículos e ignoramos os últimos, que se tornam escandalosos pela extrema dureza. Como pode um "povo eleito", expressar tais sentimentos? Ouviria - e ouvirá - Deus, tal súplica?
O contexto do Salmo é o exílio da Babilónia. A profundíssima dor é manifestada, no início, com belas imagens, como as harpas que se penduraram, ou a língua que se obriga a ficar quieta,  e a mão ressequida - para não poderem tocar nenhum instrumento e entoar os hinos -, mas os versículos 8 e 9 são o epílogo que ilustra a totalidade de sentido do Salmo.






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