2013-02-03

não parece, é!



É do presente plural, aberto ao futuro, que importa experimentar e falar. O que não se pode é persistir em opções que desconvocam, logo à partida, a maioria dos cristãos, as mulheres.
Esta persistência da hierarquia católica em não contar com elas para conceber, projectar, orientar e realizar a missão da Igreja no mundo contemporâneo, é considerada altamente negativa, em alguns ambientes eclesiais, embora noutros, essa situação ainda se possa apresentar como absolutamente normal, pois “sempre foi assim”.
Este último argumento só pode ser usado por quem não vê o papel activo das mulheres em todos os sectores das sociedades ocidentais. Portugal não é excepção. Não procurar alterar o funcionamento da Igreja, tendo em conta esta tendência irreversível, parece cegueira, fuga aos sinais dos tempos, tantas vezes evocados em vão. 
 
Bento Domingues, retirado daqui

2 comentários:

  1. O Poder toma-se, não se recebe numa bandeja.
    No dia em que um número significativo de mulheres deixarem de aceitar papéis subordinados, as coisas começam a mudar.

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  2. Frei Bento, um homem da Igreja, sugere que as mulheres tenham um papel de decisão dentro da mesma. Porque trabalhar já trabalham. De forma voluntária e sem qualquer contrapartida.

    A actual situação não põe em causa apenas a Mulher na Igreja. Põe em causa a própria Igreja. Quando o Frei Bento, um homem, escreve que as coisas têm de mudar, não está a fazer nenhum favor às mulhres, nem lhes está a oferecer nada. Está a participar num objetivo que também é seu, como membro da Igreja.

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