2013-02-12

sobre a renúncia do Papa, o que me ocorre dizer



Não vou negar a surpresa que a notícia da renúncia do Papa Bento XVI me causou. Com os meios de informação que a actualidade nos oferece, fui seguindo algumas reacções publicadas.
Nos mais conservadores e seguidistas, surgiram laivos de orfandade, desalento e, até, acusações de falta de fé - confiança em Deus - por, à semelhança do antecessor, não continuar, apesar da idade e das doenças que lhe são inerentes. Nas partilhas institucionais, sobretudo da Igreja em Portugal, foi uma torrente de manifestações de louvor que, aplicadas à pessoa do Papa, parecem querer ignorar a forma como o papado é exercido. Isto é,  muito pouco transparente e, como afirmou o teólogo Hans Kung, de governo absolutista. Isto tudo leva-me a afirmar que não sei, nem posso saber, não podemos saber, o quanto significa a renúncia do Papa como decisão pessoal.

Neste acto de renúncia e futura eleição, como leiga católica, vejo uma transição de poder. Sem mais. E no entanto, até pelas reacções que fui verificando, até entre inúmeros "não crentes", este é um momento de enorme responsabilidade para a Igreja Católica. Este meu sentir é também expresso pelo teólogo espanhol José Maria Castillo:







4 comentários:

  1. não acho estranho.

    estranho foi o que fizeram a João Paulo II, que transformaram num mártir no papado.

    beijinhos Maria

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  2. Luís, é estranho no sentido de que na história da Igreja não aconteceu assim tantas vezes. Depois, também acho estranho atendendo à pessoa que protagonizou este evento, mas, como assumo no texto, o governo da Igreja é tudo menos transparente. Não sou nada dada a teorias da conspiração, mas estou um pouco de "pé atrás" com o que se está a passar. Sinais do tempos? nah...o Vaticano tem permanecido blindado a tudo o que seja renovação. Tanto assim é, que deixa bem preparadas as coisas para que tudo permaneça na mesma. Os cardeais conservadores que vão eleger o próximo Papa são em número suficiente para que não aconteçam mais surpresas.


    Beijinhos

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  3. Pode ser que aconteça algo como foi com João XXIII… nunca se sabe… na altura foram conservadores que o elegeram e depois ele “deu-lhes a volta”…risos…! Boa noite… e grato pela visita...já lá coloquei o seu espaço tb...

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  4. nunca se sabe...pois não. :)

    fico a aguardar mais escritos, ao ritmo do voo dos pardais :)

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