2013-03-13






cardeal Jorge Bergoglio, a partir de hoje, papa Francisco I, no rito do lava-pés, numa maternidade de Buenos Aires em 2005.



REUTERS/Tony Gomez

10 comentários:

  1. No puede ser?
    será??????? me gusta mas la fraternidad, sin duda.

    Sera que pode Deus ter um representante na terra que colabora com as ditaduras? Cerejeiras, Pio XII, Francisco???????

    "No obstante, la relaciones de Bergoglio con la dictadura no terminaron ahí. Posteriormente, las Abuelas de Plaza de Mayo le citaron a declarar ante la Justicia argentina por su supuesta implicación en el robo de bebés; concretamente en el caso de la nieta de Alicia 'Licha' de la Cuadra, una de las fundadoras de aquella asociación.

    En 2009 mostró su lado más caritativo cuando en una homilía afirmó que la deuda social es "inmoral, injusta e ilegítima", especialmente "en una nación que tiene condiciones objetivas para evitar o corregir tales daños, pero que lamentablemente pareciera optar por agravar aún más las desigualdades


    "sobre el matrimonio homosexual en Argentina, el entonces cardenal declaró: "Está en juego la identidad y la supervivencia de la familia: papá, mamá e hijos". Su rechazo a las bodas entre personas del mismo sexo es tan rotundo que llegó a afirmar que se trataba de "una movida del diablo". Haciendo referencia al aborto añadió: "No seamos ingenuos: no se trata de una simple lucha política; es la pretensión destructiva al plan de Dios. No se trata de un mero proyecto legislativo (éste es solo el instrumento) sino de una 'movida' del Padre de la Mentira que pretende confundir y engañar a los hijos de Dios". Esta postura le supuso un duro enfrentamiento con la presidenta argentina Cristina Fernández"

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  2. Eu diria que é urgente a Igreja mudar a linguagem para ser entendida, mas o problema é mais fundo e não me parece que a mesma esteja motivada e empenhada nisso. mas essa linguagem diferente existe na teologia católica, é saber procurar.

    Eu vejo o papa tanto como um "representante" de Deus, como vejo uma outra qualquer pessoa:"É que em Deus não existe acepção de pessoas" [Romanos 2,11].

    Quanto ao novo papa, parece-me, mais uma vez, uma escolha cautelosa. Foi o segundo mais votado na eleição anterior.

    Sei muito pouco dele e os "recortes" que o anónimo trouxe para aqui já os li numa rápida consulta no google:

    sensibilidade para os problemas de pobreza e assimetrias na distribuição de rendimentos. Conservador em temas de moral sexual.

    Parece-me uma escolha para travar a mobilização de fieis católicos para os grupos evangelicos que acontece por toda a américa latina.

    manifestando um "estado de alma", penaliza-me este "circo" a que a Igreja se presta nesta matéria.

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  3. "É que em Deus não existe acepção de pessoas"

    isso significa amigos de ditadores por exemplo

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  4. Paulo diz que Deus não faz acepção de pessoas. Não diz que lhe sejam indiferentes os actos que praticam. Não para premiar ou castigar, como vingou numa imagem antropomórfica de Deus. Mas para "mover" à conversão.

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  5. Lino,

    o que é penso que só saberemos com o passar dos dias, não quero reagir às comoções iniciais...e como abundam por aí. pffff.

    Beijos

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  6. “Mas para "mover" à conversão.”

    Pois está bem. Nada que não soubesse, só que eu questiono isso. Não entra na minha cabeça fazer pactos com o diabo, embora o churchill também tenha dito que para derrotar um ditador se fosse necessário o faria. Ainda estou a procura dessas conversões.

    A historia contemporanea e não só, esta cheia de exemplos de afirmações e bençãos a ditadores, canhoes e armas, é so pensar na vizinha espanha, italia, portugal ,chile, argentina etc.

    Não me admira que uma igreja que se aliou a um imperio que a perseguiu e foi por ele reconhecida depois (constantino), com a queda desse mesmo imperio aparece como a unica força organizada perante o caos e que procura reconstruir esse imperio (sendo assim uma percursora da formação da europa) com alianças através dos reis francos,mas mantendo para si a supremacia de poder entronizar ou destituir os reis( Deus no céu, o papa na terra e depois os reis), tenha tendencias a pactuar com regimes ditatoriais , até para sobreviver, esquecem-se se as atropelias humanas, quantas vezes a “diplomacia” o exige.

    Ja agora será Francisco por inspiração em vida modesta como tem levado, em S. Francisco de Assis ou S. Francisco Xavier, nunca vi isso explicado, somente o relacionamento da sua vida com a modéstia do s. Francisco de Assis, mas o segundo é jesuita como ele.

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  7. Conversão é uma das palavras religiosas mais gastas e sujeita a mal entendidos. talvez um dia destes escreva algo sobre isso.

    Na história da Igreja há violência, bênçãos desperdiçadas - não em pessoas mas em coisas - e relações próximas e/ou falta de enfrentamento a ditadores e violadores dos direitos humanos. Não chamo a isso pacto com o diabo. As pessoas não são boas ou más (consoante as acções que praticam), dentro de cada pessoa convivem impulsos para praticar o bem e o mal. Umas vezes seguem-se uns outras outros. A Igreja nem sempre tem sido a boa educadora (também tem de viver com as suas próprias ambivalências)estimulando ao bem. pelo contrário, centraliza todo o seu discurso e enfoque nas debilidades e faltas humanas. quase sempre. O concílio Vaticano II veio reposicionar a dinâmica da Igreja. Só que dentro dela há demasiado a tendência para os santos-mais-santos que até o próprio Deus. Isso tem pervertido a missão da igreja.
    Depois há, como diz, as forças e dinâmicas de poder temporal que a fazem calar quando devia subir acima dos telhados e gritar. Enfim...estou a discorrer sobre a igreja no seu conjunto, não sobre pessoas em particular. Que faríamos no lugar delas? que fazemos no nosso?

    Francisco quê? pois não sei. nem tenho urgência de saber. eu achava bem interessante que não fosse nenhum dos dois de que se fala. não gosto de modelos nem imitações. Somos únicos. Que o Francisco I seja ele próprio é o que sinceramente lhe desejo. para seu bem em primeiro lugar.

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  8. “Que faríamos no lugar delas? que fazemos no nosso?”

    Só para esclarecer que não acredito na bondade da natureza humana, acredito e ha excepçoes, madres teresas, gandhis e outras personalidades que de facto são santos pela dedicação e empenho em favor dos outros e de uma mudança para melhor. Nós somos produto de uma herança genetica,e de uma cultura e civilização na qual nos inserimos. Por isso a teoria do bom selvagem roussoniana ou o não ha rapazes maus, não passa disso, frases.

    A conversão. Pois, quando se fala disso principalmente catolicos, parece que falam de um clube em que são exlusivos determinados valores e para os partilhar é preciso pertencer ao clube, (conversão). E esse clube aliado a poderes politicos por exemplo ditatorias teria o objectivo de levar a conversão, tornando os regimes melhores, o que não é verdade e por isso desafiei a dizer quais os regimes ditatoriais que aliados da igreja catolica como religião “oficial” Se tinham convertido a mudança.

    A minha diferença em relação a sua conversão, é que os meus valores não são exclusivos de ninguém mas sim do ser humano enquanto tal. Aplicam-se em todo o planeta independentemente da religião, podem ser muculmanos catolicos agnosticos ateus judeus cristãos budistas etc.etc. São valores humanos inerentes ao ser humano enquanto tal, encontra-os no decalogo, e encontra-os nas varias declaraçoes dos direitos humanos, encontra-os numa cultura humanista, não é preciso conversão, é,preciso somente pratica-los.

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  9. bem vistas as coisas parece que não estamos tão em desacordo quanto isso. :)

    eu também não alinho assim, sem mais, na bondade da natureza humana. E não gosto de classificar as pessoas (ou que me classifiquem a mim)como boas ou más. O ser humano é contraditório, ou cheio de contradições. É o que vemos a cada passo. E que sabemos nós do que vai dentro do coração de cada pessoa? É que não chega ver os actos que praticam.

    Mais uma vez a conversão...eu gosto muito da palavra porque não lhe dou o significado que algumas praxis católicas (e não só) lhe dão. Não lhe dou o significado (presumo que chegou à pouco tempo a este blog)que me atribui. Estou muito mais perto daquilo que subscreve no último parágrafo. Não é preciso acreditar em Deus para se fazerem actos de justiça, solidariedade etc. Mas tenho anos suficientes de vida para saber que não é com naturalidade que se passa duma atitude egoísta de de fechamento em si mesmo para a abertura aos outros e suas necessidades. É preciso "rasgar" o coração [conversão]. Numa outra linguagem, irmos além do nosso ego e tomarmos consciência que não somos ilhas, mas fazemos parte de um Todo em que nos movemos e existimos. Para mim o "Todo" é o Deus bíblico, o Deus de Jesus Cristo, mas não me fecho a outras realidade, nem sou exclusivista. De todo!

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