2013-07-20

não, não é por muito se falar



Sem grandes surpresas, li esta entrevista de Manuel Clemente, o novo patriarca de Lisboa. Às perguntas correntes, responde de forma previsível. Sobre a falta de vocações, que ele até sugere que, no caso masculino, nem é tão mau quanto isso. As vocações femininas é que estão em grande decréscimo. Não lança grandes pistas (também é uma entrevista, não uma análise aprofundada), mas eu até extraio aspectos positivos nessa falta de vocações de consagração feminina. Talvez um forte sinal de que, às mulheres em Portugal, não estão destinadas apenas as duas vias tradicionais: serem mães de família ou uma vocação de consagração religiosa. Sem tirar algum valor às duas situações, parece-me bem mais salutar, para toda a sociedade e para as mulheres em particular, a valorização e realização das mulheres em diferentes papéis profissionais, que anteriormente eram eminentemente masculinos.
Se cruzarmos este tema, com este artigo do mesmo jornal, melhor se compreende como esta não é uma questão menor nem desprezível.




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