2013-10-13

"não há respostas a tudo"



O outro evento, que me levou ontem a Lisboa, foi a apresentação do terceiro livro de poemas do Rui Almeida. 

Do belíssimo conjunto de poemas, escolho um:




De onde vem tanto barulho?
Que espécie de riso se expande
Por corredores estreitos entre paredes,
Para chegar ao vácuo da rua?

Será possível tocar
Na pele do rosto de um semelhante
Sem deixar de sentir 
A sua temperatura?

Não há respostas a tudo.
Alguns de nós
Limitam-se a aceitar qualquer evidência.

Quem foi que quis a noite
Para não se deixar levar
Pelo fogo da ilusão?




4 comentários:

  1. Ai a poesia, a poesia, a poesia. Acho-a cada vez mais desnecessária. :)

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  2. ai, não digas isso! ficavam, então, os poetas tomados de anaudia? e coloca-se a poesia ao nível das necessidades?...não será antes uma oferenda ao "mundo"...aos que, como eu, não sabem muito bem o que fazer do silêncio e tão pouco das palavras. :)

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  3. Eu não sei o que é um poeta. Um tipo que escreve florzinhas de texto, numa formatação especial, que tentam acordar as paredes num delírio sem fim? Os «poetas» tem mais do que com se divertir, para além de que, para mim, apenas existem aí uns 7 poetas, a nível mundial, em condições. :) O resto é lixo, ou pior, «moda», quando chegam a ter nome, porque aí são moda mas é ao contrário...

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  4. olha, não vou passar do geral para o particular (e vice versa)...foi com sentida alegria que soube que o Rui ia publicar mais poesia (ou que a tinha escrito) e, depois na apresentação, conhecer o editor (um colega dos blogues) e o que ocasionou que começasse uma micro editora...que queres?! a vida comove-me sempre...e a poesia, idem. publicar-se-á muita coisa q não interessa ao menino jesus...pois..."e nenhum é de menos, nem demais". beijinho :)

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