Sem fides um velho não lança no terreno uma semente de carvalho; sem fides
o horizonte do mundo passa a ser o teto da casa ou do escritório baixo
de mais para aquele ser, sedento de infinito que é a pessoa, a qual
desde a época das cabanas e dos “nuraghe” (Monumento pré-histórico da
Sardenha) sentia necessidade de fazer uma abertura no topo, e não
apenas para deixar sair o fumo, mas também para que o seu céu fosse
mais alto que a sua casa. Sem este olhar profundo que nos eleva,
conformamo-nos com os cenários da tv, com os seus céus virtuais, que não
têm nem o calor do sol nem a profundidade do horizonte, nem a brisa do
ar que só entram em casa quando abrimos a janela. O oposto da fé foi
sempre a idolatria, que não é a atitude de quem não crê em nada, mas de
quem acredita em demasiadas coisas, fingidas e fabricadas.
Sem comentários:
Enviar um comentário