2014-02-11




Sem fides um velho não lança no terreno uma semente de carvalho; sem fides o horizonte do mundo passa a ser o teto da casa ou do escritório baixo de mais para aquele ser, sedento de infinito que é a pessoa, a qual desde a época das cabanas e dos “nuraghe” (Monumento pré-histórico da Sardenha) sentia necessidade de fazer uma abertura no topo, e não apenas para deixar sair o fumo, mas também para que o seu céu fosse mais alto que a sua casa. Sem este olhar profundo que nos eleva, conformamo-nos com os cenários da tv, com os seus céus virtuais, que não têm nem o calor do sol nem a profundidade do horizonte, nem a brisa do ar que só entram em casa quando abrimos a janela. O oposto da fé foi sempre a idolatria, que não é a atitude de quem não crê em nada, mas de quem acredita em demasiadas coisas, fingidas e fabricadas. 








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