Há quem pense, e talvez com
certa razão, que a mulher deve entrar no mundo da política para, dentro
desse universo, desenvolver as suas ideias e a sua acção. Mas eu penso
que quando uma mulher entra nesse mundo, ela própria é obrigada a
submeter-se a padrões que ameaçam toda a sua natureza, a natureza da sua
cultura. Ela é levada a transigir, torna-se numa cópia daquilo que já é
mau nos homens. Eu penso que a acção da mulher deve desenvolver-se
fora da política do Poder. Uma acção política de contra-poder. Pela
recusa.
O que é a poesia se não uma magia branca, para fazer recuar as forças tenebrosas que querem destruir a vida?!
Natália Correia
O que é a poesia se não uma magia branca, para fazer recuar as forças tenebrosas que querem destruir a vida?!
Natália Correia
A Natália Correia disse isto, nove anos depois do 25 de Abril de 1974. Há trinta e um anos. Não se pode dizer que a escritora não fosse uma mulher esclarecida e politizada.
Na actual Europa das liberdades, uma mulher com um cargo de poder na política - mais mexerico menos mexerico -, anda deste modo a dar que falar ao mundo.
Haverá um modo próprio e adequado para as mulheres exercerem o poder que os cargos políticos lhes outorgam? Ou, pela própria natureza feminina, as mulheres nunca encontrarão no exercício do poder político a sua identidade feminina? Mas esta tal de identidade feminina é determinada por padrão único ou vai evoluindo, como tudo o que é vivo e consciente de si?
Sem querer precipitar-me nas conclusões, deduzo que não existe um papel feminino e outro masculino de participação e exercício do poder. Existem tantos papéis quantos os intervenientes activos. Sejam homens de "barba rija" ou mulheres belas, como a governante socialista francesa, que acaba por se mostrar frágil e insegura.
Sem querer precipitar-me nas conclusões, deduzo que não existe um papel feminino e outro masculino de participação e exercício do poder. Existem tantos papéis quantos os intervenientes activos. Sejam homens de "barba rija" ou mulheres belas, como a governante socialista francesa, que acaba por se mostrar frágil e insegura.
Só há dois tipos de políticos, independentemente do sexo: os que servem e os que se servem!
ResponderEliminarBeijos
não concordo com a Natália.
ResponderEliminarconcordo com o Lino.
e como nos fazem falta políticos com sentido de Estado...
abraço Maria
e eu concordo com ambos.
ResponderEliminarbeijos e abraços :)