2014-04-17

 
 
 
 
Não era a minha alma que queria ter.
Esta alma já feita, com seu toque de sofrimento
e de resignação, sem pureza nem afoiteza.
Queria ter uma altura nova.
Decidida capaz de tudo ousar.
Nunca esta que tanto conheço, compassiva, torturada
   de trazer por casa.
A alma que eu queria e devia ter…
Era uma alma asselvajada, impoluta, nova, nova,
     nova, nova!




irene lisboa
1892-1958

2 comentários:

  1. o jeito que dá por vezes a tal alma nova...

    abraço Maria

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  2. renovada pelo menos. ;)

    abraço, Luís.

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