2014-05-01



E estas dores, as mais antigas, não deviam
enfim dar-nos mais frutos? Não é tempo de, amando,
nos libertarmos do amado e de, a estremecer, levarmos a melhor:
como a seta vence a corda para, concentrada no desferir-se,
ser mais do que em si mesma. Porque deter-se é em nenhures.


Elegias de Duíno - Primeira
Rainer Maria Rilke
Vasco Graça Moura





imagem, daqui

Sem comentários:

Enviar um comentário