Ouve, à noite, como a seda se
rasga
e a taça de chá cai ao chão, sem
ruído,
como por magia,
tu que só tens palavras doces para
os mortos
e levas um ramo de flores na mão
à espera da morte
que cai do seu corcel, ferida por
um cavaleiro
que a prende com os seus lábios
brilhantes
e chora pelas noites pensando que
o amavas,
e diz: vem para o jardim, vê
como as estrelas caem
e falemos em sossego para que
ninguém nos ouça
vem, escuta-me, falemos de nossos
móveis
tenho uma rosa tatuada na face e um
bastão
com um punho em forma de pato
e dizem que chove por nós e que a
neve é nossa
e agora que o poema expira,
como uma criança, te digo :
vem, eu fiz um diadema
(sai ao jardim e verás como a
noite nos envolve)
leopoldo maría panero,
traduzido por Luís Costa, aqui
Um belo poema!
ResponderEliminarBeijos
Beijos, Lino
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