2015-02-22
As portas que batem
As portas que batem
nas casas que esperam.
Os olhos que passam
sem verem quem está.
O talvez um dia
Aos que desesperam.
O seguir em frente.
O não se me dá.
O fechar os olhos
a quem nos olhou.
O não querer ouvir
quem nos quer dizer.
O não reparar
que nada ficou.
Seguir sempre em frente
E nem perceber.
maria judite de Carvalho
#imagem-
János Szász. Hungarian (1925 - 2005)
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a indiferença é terrível, Maria...
ResponderEliminaro poema esse é bonito (não sabia que a Maria Judite também escreveu poesia)
aprende-se coisas no teu jardim.
abraço
Uma grande escritora muito pouco conhecida.
ResponderEliminarBeijos
Olá Lino!
EliminarBeijos
Luís, é terrível, é sim senhor...precisamos andar despertos.
ResponderEliminarespera que já vou postar um pedacinho de primavera só para ti. ;)