Durante muito tempo pensámos que, com a simples insistência em questões
doutrinais, bioé-ticas e morais, sem motivar a abertura à graça, já apoiávamos suficientemente as famílias, consolidávamos o vínculo dos esposos e enchíamos de sentido as suas vidas
compartilhadas. Temos dificuldade em apresentar o matrimónio mais
como um caminho dinâmico de crescimento e realização do que
como um fardo a carregar a vida inteira. Também nos custa deixar
espaço à consciência dos fiéis, que muitas vezes respondem o melhor que
podem ao Evangelho no meio dos seus limites e são capazes de
realizar o seu próprio discernimento perante situações onde se
rompem todos os esquemas. Somos chamados a formar as consciências,
não a pretender substituí-las.
nº37 da exortação "Amoris Laetitia"
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