2016-11-16





Que deves tu à ciência
Senão o reconhecimento
Da tua própria, e a dela,
Limitação?

Que deves ao ar que respiras
Além da inquietude
De te manteres vivo
Mais um dia?

E ao amor, que deves
Que não seja
A causa primeira
De estares limitado a viver?

Rui Almeida in Muito Menos
Companhia das Ilhas, setembro 2016

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