2017-02-04




É perfeitamente normal que prestemos mais atenção aos sucessos do que aos fracassos, tanto nos percursos individuais como nos grupos a que pertencemos. 
Tenho lido alguns comentários de católicos mais ortodoxos sobre o filme "Silêncio" de Martin Scorsese e, sem surpresa, constato como lhes é difícil aceitar que no percurso de qualquer crente, tudo é possível, inclusive a apostasia.

Por outro lado, acomodar Deus em qualquer silêncio, como se fosse um cofre e nos bastasse usar uma chave sempre acessível, é algo para o qual o mesmo filme, ou os desertos que percorremos, torna insano.


 

4 comentários:

  1. Não gostei particularmente do filme... :-) Nem dos atores... Nem me parece que para os japoneses aquilo alguma vez tenha sido uma questão religiosa... mas tinha potencial :-)
    Já quanto a ter uma chave sempre acessível... isso só quem tem é que sabe :-)

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  2. ó pá, já me pareces um colonista do observador. :p

    Também não é o filme da minha vida...pelas razões que apontas. Na sessão a que fui, à saída, um casal trocava impressões sobre o q tinham visto e a mulher dizia:"faz pensar". Penso que se assim for, se fizer pensar, já é muito bom.

    Pois, quem a tiver a chave que a guarde bem guardada, eu não tenho...e muitos não tiveram nem têm.

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  3. Pode ser que a tenhas tão bem guardada que já não saibas onde a puseste... :-)

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  4. pode acontecer... :)

    também me parece que não é a primeira vez q trocamos impressões sobre o tema... :)
    mais importante que a chave, saberemos mesmo o que procuramos?
    a coisa é tão simples como ao fim do dia regressar a casa?
    para uma infinidade de gente não é.

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