Confrontada, numa reunião de trabalho, com a exposição de alguém que me pedia ajuda para concretizar o sonho de uma vida, apontei-lhe o caminho da burocracia. Com a suavidade possível e com clareza, fui-lhe enumerando os procedimentos e as diferentes entidades que teriam de se pronunciar sobre a viabilidade do que pretendia realizar. Senti-me uma idiota. Realista, mas idiota.
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