#A migrant child leans out of a train window to collect food at the railway station in Tovarnik, Croatia September 29, 2015. REUTERS/Antonio Bronic
2015-09-30
2015-09-25
2015-09-19
2015-09-15
[Mas] uma coisa é assumirmos uma identidade formal, outra será sermos feridos espiritual, moral e emocionalmente por essa identidade.
daqui
2015-09-12
Todos o dias saio em busca de algo diferente,
Demandei-o há muito por todos os atalhos destes campos;
Além nos cumes frescos visito as sombras,
E as fontes; o espírito erra dos cimos para a planície,
Implorando sossego; tal como o animal ferido se refugia nas florestas,
Onde antes repousava pelo meio dia à sua sombra, fora de perigo;
Mas o seu verde abrigo já não lhe dá novas forças,
O espinho cravado fá-lo gemer e tira-lhe o sono,
De nada servem o calor da luz nem a frescura da noite,
E em vão mergulha as feridas nas ondas da torrente.
E tal como é inútil à terra oferecer-lhe a agradável
Erva curativa e nenhum zéfiro consegue estancar o sangue que fermenta,
O mesmo me acontece, caríssimos! Assim parece, e não haverá ninguém
Que possa aliviar-me da tristeza do meu sonho?
Friedrich Hölderlin - Elegias
Pranto de Ménon por Diotima - 1
2015-09-10
2015-09-08
2015-08-23
8*Entretanto, Caim disse a Abel, seu irmão: «Vamos ao campo.» Porém, logo que chegaram ao campo, Caim lançou-se sobre o irmão e matou-o.9O SENHOR disse a Caim: «Onde está o teu irmão Abel?» Caim respondeu: «Não sei dele. Sou, porventura, guarda do meu irmão?» 10*O SENHOR replicou: «Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama da terra até mim.
Génesis, 4
2015-08-22
2015-08-20
Se o homem não consiste na sua alma - e hoje vêmo-lo claramente -, como sentiu este pedaço de cosmos alojado nele? Se pensamos nisso a que chamamos eu, vêmo-lo rodeado de capas concêntricas cada vez mais distantes e estranhas; primeiro dentro de si mesmo, depois no que já não é o homem. Nelas encontramos a alma. Que lugar ocupa? Qual é a sua função?
maría zambrano in "a metáfora do coração e outros escritos"
tradução josé bento
2015-08-19
2015-08-17
# agosto 2015
Não só sobre vós
Mas também sobre mim as trevas lançaram sombras,
O melhor que tive pareceu-me vago e suspeito,
O que julgava serem os meus grandes pensamentos, não seria afinal tão banal?
Também não sois os únicos que conhecem a maldade,
Eu sou aquele que conheceu a maldade,
Também eu apertei o velho nó da contrariedade,
Também eu conheci a indiscrição, a vergonha, o ressentimento, a mentira, o roubo, a inveja,
Pratiquei a fraude, senti cólera, luxúria, ardentes desejos que não me atrevi a confessar,
Fui travesso, vaidoso, insaciável, vulgar, falso, cobarde, maligno,
O lobo, a serpente, o porco não faltaram em mim,
Nem faltaram o olhar falso, a palavra frívola, o desejo adúltero,
Repulsas, ódios, adiamentos, baixezas, preguiça, nada disso faltou em mim,
Fui um com todos, os dias e os alvoreceres de todos,
Com as suas vozes claras e altas os rapazes chamavam-me pelo meu apelido quando me aproximava ou me viam passar,
Senti os seus braços à volta dos meus ombros, ou a sua carne negligentemente apoiada na minha quando me sentava,
Nas ruas, no ferry, nos comícios, muitos amei sem nunca lhes dizer uma palavra,
Vivi como vivem todos, com o mesmo riso antigo, mastigando, dormindo,
Representando o papel que ainda evocam o actor ou a actriz,
O papel de sempre, o papel que é grande se quisermos que seja grande,
Ou insignificante, ou grande e insignificante se quisermos.
walt whitman in "folhas de erva"
tradução josé agostinho baptista
Assírio & Alvim
2015-08-15
# julho 2015
Consciência Cósmica
Já não preciso de rir.
Os dedos longos do medo
largaram a minha fronte.
E as vagas do sofrimento arrastaram-me
para o centro do remoinho da grande força,
que agora flui, feroz, dentro e fora de mim...
Já não tenho medo de escalar os cimos
onde o ar limpo e fino pesa para fora,
e nem deixar escorrer a força dos meus músculos,
e deitar-me na lama, o pensamento opiado...
Deixo que o inevitável dance, ao meu redor,
a dança das espadas de todos os momentos.
e deveria rir, se me restasse o riso,
das tormentas que poupam as furnas da minha alma,
dos desastres que erraram o alvo do meu corpo...
João Guimarães Rosa
Consciência Cósmica
Já não preciso de rir.
Os dedos longos do medo
largaram a minha fronte.
E as vagas do sofrimento arrastaram-me
para o centro do remoinho da grande força,
que agora flui, feroz, dentro e fora de mim...
Já não tenho medo de escalar os cimos
onde o ar limpo e fino pesa para fora,
e nem deixar escorrer a força dos meus músculos,
e deitar-me na lama, o pensamento opiado...
Deixo que o inevitável dance, ao meu redor,
a dança das espadas de todos os momentos.
e deveria rir, se me restasse o riso,
das tormentas que poupam as furnas da minha alma,
dos desastres que erraram o alvo do meu corpo...
João Guimarães Rosa
2015-08-13
2015-08-04
2015-07-26
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