"A mesma igreja que rejeita a contracepção artificial, a interrupção
voluntária da gravidez ou a adoção por casais homossexuais deveria ter
como imperativo categórico o reconhecimento de que qualquer ser humano
tem direito a saber quem são os seus progenitores. Mesmo que um deles
seja um padre católico. Para usar expressões tão caras ao catolicismo, é
um imperativo ético e moral que assim seja. Foi isso o que fez a muito
tradicional e católica igreja irlandesa, cuja conferência episcopal
acaba de tomar uma decisão inédita e de grande importância simbólica:
todos os padres que tenham violado o voto de celibato e se tenham
tornado pais devem “pôr os interesses das crianças em primeiro lugar”."
jornal Público
[Como é que a Igreja Católica ainda vai aqui (ou bem longe como acontece em Portugal)?]





